Estados brasileiros com criminalidade em queda: um contraste nacional
Em um país marcado por alarmantes índices de violência, alguns estados e municípios brasileiros têm se destacado positivamente, apresentando resultados expressivos no combate à criminalidade. Santa Catarina, por exemplo, figura como um exemplo notável, com uma taxa de resolução de crimes de homicídio que impressiona e se equipara a nações desenvolvidas.
Enquanto a média nacional de resolução de homicídios gira em torno de 39%, segundo o Instituto Sou da Paz, Santa Catarina alcançou um índice médio de 77,17% nos últimos cinco anos medidos em levantamentos. Essa diferença abissal evidencia a existência de modelos de segurança pública que funcionam e que merecem atenção e replicação.
Esses “oásis” de segurança pública, como são chamados especialistas, demonstram que a redução da violência é possível mesmo em um cenário desafiador. A busca por entender e disseminar essas boas práticas se torna crucial, especialmente em um ano eleitoral onde a segurança pública figura como pauta central para o eleitorado brasileiro, conforme dados e análises de especialistas como Fernando Capano.
Santa Catarina: Um modelo de alta resolução de crimes
O estado de Santa Catarina tem consistentemente figurado entre os primeiros colocados no ranking nacional de segurança pública. Com 9 homicídios para cada 100 mil habitantes, segundo o Atlas da Violência 2025, o estado apresenta números significativamente inferiores à média nacional.
A alta taxa de resolução de homicídios, 77,17% em média nos últimos cinco anos, é um dos pilares desse sucesso. Esse índice, comparável ao de países de primeiro mundo, contrasta fortemente com a média brasileira de 39% em 2022. A combinação de bons indicadores sociais, investimento em tecnologia, policiamento ostensivo eficiente e estabilidade institucional das forças de segurança são fatores apontados para esse desempenho.
Goiás e Piauí: Inovações e Redução de Indicadores Violentos
Goiás é outro estado que tem apresentado queda consistente nos índices de criminalidade. Com uma média de 11,27 homicídios por 100 mil habitantes em 2025, o estado se destaca também pela alta taxa de resolução de crimes, atingindo 92%, e pela redução em roubos de veículos, comércios e residências. Especialistas creditam esse sucesso à integração entre inteligência policial, repressão qualificada ao crime organizado e ocupação territorial.
O Piauí, por sua vez, tem chamado a atenção pelo combate efetivo aos furtos e roubos de celulares. Entre janeiro e setembro de 2022 e 2025, a taxa de ocorrências desse tipo por 100 mil habitantes caiu 51%. Investimentos em tecnologia, como câmeras de segurança e sistemas de rastreamento, além de um programa robusto de recuperação de aparelhos, tornaram o estado referência nacional no assunto.
Volta Redonda: Redução da criminalidade em cidade fluminense
Mesmo em um estado como o Rio de Janeiro, conhecido por altos índices de violência, a cidade de Volta Redonda apresenta resultados notáveis. O município, com cerca de 260 mil habitantes, zerou registros de roubo de veículos, carga, no sistema de transporte público e latrocínio neste ano. A integração entre a Secretaria Municipal de Ordem Pública e as forças de segurança, aliada a investimentos em monitoramento por câmeras com reconhecimento facial, são fatores atribuídos a esses bons resultados.
Iniciativas como grupos de WhatsApp para denúncias rápidas e patrulhas específicas para proteção de idosos e mulheres também contribuíram para a queda em diversos tipos de roubos e furtos na cidade. O roubo de rua, por exemplo, apresentou queda de 40%.
Segurança Pública como Fator Político-Eleitoral
Fernando Capano, especialista em Segurança Pública, ressalta que a segurança pública se tornou um critério concreto de avaliação de governos. Estados que conseguem associar sua imagem à redução da criminalidade e à sensação de ordem ganham musculatura política.
A integração entre inteligência, investigação e policiamento ostensivo, a continuidade administrativa nas políticas públicas e o investimento em tecnologia e análise de dados são diretrizes apontadas por Capano como replicáveis. A gestão eficiente e a definição de metas operacionais objetivas, em detrimento de discursos radicais, são essenciais para a construção de um ambiente mais seguro.





















