Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Ricardo Ferraço (MDB) disputarão o segundo turno para o governo do Espírito Santo, com votação marcada para 25 de outubro. A decisão nas urnas colocará frente a frente o atual governador, que busca a reeleição, e o ex-prefeito de Vitória.
Com 100% das seções eleitorais totalizadas neste domingo (4), Lorenzo Pazolini obteve 49,65% dos votos válidos, totalizando 1.048.663. Ricardo Ferraço, por sua vez, alcançou 34,06%, com 719.397 votos. Helder Salomão (PT) ficou em terceiro, com 15,32%.
A disputa para o segundo turno promete ser acirrada, com Ferraço apostando em sua estrutura política e aliança partidária, enquanto Pazolini busca consolidar o apoio da direita e a aproximação com o eleitorado. Conforme informação divulgada pela fonte original, os candidatos agora intensificam suas campanhas para conquistar os eleitores indecisos.
Ferraço aposta na continuidade e ampla rede de apoio municipal
Ricardo Ferraço, que assumiu o governo em abril após a renúncia de Renato Casagrande, construiu sua campanha em torno da ideia de continuidade da gestão. Ele apresentou sua candidatura como uma sequência do trabalho iniciado por Casagrande, de quem foi vice-governador. Ferraço evitou a nacionalização da disputa e manteve uma postura de neutralidade na polarização presidencial.
Um dos trunfos de Ferraço é sua ampla rede de apoio municipal. Segundo levantamento publicado pelo jornal A Gazeta em setembro, 65 dos 78 prefeitos do Espírito Santo declararam apoio à sua candidatura, enquanto Pazolini aparecia com apenas dois apoios declarados. A campanha de Ferraço também se envolveu em disputas jurídicas, com a Justiça Eleitoral determinando a suspensão de propagandas que não mencionavam o vice.
Pazolini busca representar a direita e capitalizar sobre gestão em Vitória
Lorenzo Pazolini, que deixou a prefeitura de Vitória no início de abril para disputar o governo estadual, baseou sua candidatura na experiência como prefeito e em um discurso de renovação política. Ele enfatizou temas como combate às elites políticas e a transferência de políticas implementadas na capital para o estado.
A aproximação de Pazolini com o campo da direita foi um marco em sua campanha. Em julho, declarou apoio a Flávio Bolsonaro na disputa presidencial, recebendo em troca o apoio do senador em um evento no Espírito Santo. A chapa foi composta com Eliane Leal (PL) como vice-governadora, consolidando a aliança entre Republicanos e PL no estado. Pazolini buscou apresentar os resultados de sua gestão em Vitória como referência para o governo estadual.
Pesquisas indicavam liderança de Ferraço, mas cenário se mostrou volátil
Ao longo da campanha, Ricardo Ferraço manteve uma vantagem nas pesquisas eleitorais. Em julho, o Real Time Big Data apontou uma diferença de 11 pontos sobre Pazolini. Em agosto, pesquisas da Quaest e Paraná Pesquisas mostraram cenários variados, com a AtlasIntel indicando Pazolini à frente em um determinado momento. No entanto, uma pesquisa do Real Time Big Data em setembro voltou a mostrar Ferraço com vantagem, tanto no primeiro quanto no segundo turno.
Segundo turno: Estratégias e desafios para ambos os candidatos
O segundo turno exigirá de ambos os candidatos o refinamento de suas estratégias. Ferraço precisará mobilizar sua base e consolidar o apoio dos prefeitos, enquanto Pazolini buscará ampliar sua aproximação com o eleitorado de direita e convencer os eleitores que não o escolheram no primeiro turno. A reta final da campanha promete ser intensa, com debates e eventos buscando influenciar a decisão do eleitorado capixaba.





















