Jerônimo Rodrigues é reeleito governador da Bahia em 2026, mantendo o PT no poder
O governador Jerônimo Rodrigues, do PT, foi reeleito para mais um mandato à frente do governo da Bahia nas eleições de 2026. A vitória em primeiro turno, com 55,19% dos votos válidos, assegura a continuidade do projeto político petista no estado, que já dura duas décadas.
Com 94,28% das seções eleitorais totalizadas, Rodrigues obteve 4.307.196 votos, consolidando seu triunfo sem a necessidade de segundo turno. A campanha foi marcada por debates acirrados, com destaque para o escândalo envolvendo o Banco Master e as preocupações com a segurança pública.
A reeleição de Jerônimo Rodrigues representa a consolidação da força política do PT na Bahia, contando com o apoio de figuras proeminentes como os ex-governadores Jaques Wagner e Rui Costa. Estes últimos, que também disputaram o Senado em 2026, foram peças-chave na articulação e no palanque do governador petista.
Conforme informação divulgada pelo próprio processo eleitoral, o resultado confirma a confiança do eleitorado baiano na gestão petista, apesar dos desafios e das polêmicas que permearam o pleito. A segurança pública e a gestão financeira do estado foram temas centrais na disputa.
O Escândalo do Banco Master e suas Implicações na Disputa Eleitoral
Um dos temas que dominou o debate eleitoral na Bahia em 2026 foi o escândalo do Banco Master. Embora Jerônimo Rodrigues não tenha sido alvo direto de investigações, seu aliado, o senador Jaques Wagner, esteve no centro das atenções devido à operação Compliance Zero. A operação apura a relação de Wagner com o empresário Augusto Lima, ex-sócio do banco.
A ligação entre Wagner e o Banco Master remonta ao processo de privatização da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), que administra a rede de supermercados Cesta do Povo. Na época, Wagner chefiava a Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia. Investigações apontam para supostas vantagens indevidas recebidas pelo senador, incluindo um apartamento de luxo e repasses financeiros significativos.
A defesa de Jaques Wagner declarou que o senador forneceu todos os esclarecimentos necessários e que os méritos do procedimento estão sendo discutidos judicialmente. A associação do nome de Wagner ao caso gerou repercussão e foi explorada pela oposição durante a campanha eleitoral.
ACM Neto e as Acusações Ligadas ao Banco Master
O principal adversário de Jerônimo Rodrigues, ACM Neto, também teve seu nome associado ao Banco Master. Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) indicou que ele teria recebido R$ 5 milhões do banco e da gestora Reag. ACM Neto, por sua vez, afirmou que os valores se referiam a serviços de consultoria prestados.
O ex-prefeito de Salvador e herdeiro político da oligarquia Magalhães declarou estar à disposição da Justiça para prestar quaisquer esclarecimentos. Apesar das associações, ACM Neto, que é vice-presidente nacional do União Brasil, não foi alvo de operações da Polícia Federal relacionadas ao caso.
Segurança Pública: Um Desafio Persistente na Bahia
A segurança pública emergiu como um dos temas mais preocupantes para o eleitorado baiano em 2026. Segundo o Atlas da Violência de 2026, a Bahia figura como o segundo estado mais violento do país, com 40,9 homicídios por 100 mil habitantes, atrás apenas do Amapá. O avanço das facções criminosas e a violência urbana são fatores que afetam diretamente a vida dos cidadãos.
A Polícia Militar da Bahia também foi apontada como uma das mais letais do país, o que intensifica o debate sobre as estratégias de combate à criminalidade. A gestão da segurança pública continuará sendo um dos principais desafios para o governo de Jerônimo Rodrigues em seu novo mandato.





















