Cleitinho Azevedo, do Republicanos, é eleito governador de Minas Gerais no primeiro turno
Cleitinho Azevedo, do partido Republicanos, foi eleito o novo governador de Minas Gerais em uma vitória expressiva no primeiro turno das eleições de 2026. Ele obteve 55,39% dos votos válidos, totalizando 6.070.374 votos, com 95,99% das seções eleitorais apuradas.
A eleição foi marcada por intensas negociações e mudanças de estratégia de última hora por parte dos principais partidos. Cleitinho Azevedo, que se consolidou como o candidato preferido da direita no estado, enfrentou um cenário político complexo para garantir sua candidatura.
O resultado final deixou para trás o candidato do PT, Patrus Ananias, e o atual governador, Mateus Simões (PSD), que tentava a reeleição após trocar o partido Novo pelo PSD em busca de maior projeção. Conforme informação divulgada pelo G1, Cleitinho Azevedo se destacou em um pleito que exigiu muita articulação política.
A candidatura de Cleitinho Azevedo: um processo de definição tardia
Desde o início do ano eleitoral, Cleitinho Azevedo era visto como o nome forte da direita para a disputa pelo governo mineiro, recebendo apoio de figuras como Flávio Bolsonaro (PL). No entanto, o senador adiou a decisão sobre sua candidatura por um longo período, gerando incertezas.
Diante da demora, o PL chegou a considerar Vittorio Medioli como plano B, mas a articulação não avançou. Posteriormente, o partido optou por Flávio Roscoe para não ficar sem representante em Minas Gerais. Paralelamente, o Republicanos também enfrentou dificuldades, rejeitando a possibilidade de seguir com Cleitinho Azevedo devido à sua indecisão e ficando sem candidato próprio.
Em um reviravolta, Cleitinho Azevedo colocou-se à disposição do Republicanos e trabalhou intensamente para convencer os membros do partido sobre a viabilidade de sua candidatura, que foi confirmada apenas na última semana permitida para o registro de candidaturas.
PT e a busca por um palanque em Minas Gerais
O Partido dos Trabalhadores (PT) também não planejava ter um candidato próprio em Minas Gerais. Patrus Ananias surgiu como uma solução de emergência para garantir um palanque ao então candidato à presidência, Lula, no estado.
O plano inicial do PT era apoiar o senador Rodrigo Pacheco, que chegou a se filiar ao PSB visando essa possibilidade. Contudo, Pacheco recuou e anunciou o fim de sua carreira política ao final de seu mandato como senador em 2027, frustrando as expectativas do partido de um nome de peso na disputa estadual.
Diante do cenário, o PT acionou o plano B, com Marília Campos, que optou por concorrer ao Senado. Assim, sobrou para o deputado federal e ex-prefeito de Belo Horizonte, Patrus Ananias, aceitar o desafio e se tornar o candidato do partido, confirmado em convenção.
A troca de partido de Mateus Simões e o impacto na eleição
A saída de Rodrigo Pacheco do cenário eleitoral em Minas Gerais coincidiu com a filiação de Mateus Simões ao PSD. Simões deixou o partido Novo buscando mais tempo de televisão e espaço político para viabilizar sua candidatura ao governo, após assumir o executivo estadual com a renúncia de Romeu Zema para disputar a presidência da República.
A filiação de Mateus Simões ao PSD, no entanto, inviabilizou qualquer possibilidade de acordo com o PL. Essa decisão acabou por enfraquecer ainda mais sua candidatura, que já enfrentava o desafio de ser um nome desconhecido pela população e de não conseguir se apresentar como uma alternativa viável para a direita mineira.
Com a vitória de Cleitinho Azevedo, o Republicanos consolida sua força política em Minas Gerais, enquanto PT e PSD enfrentam o desafio de reavaliar suas estratégias no estado após os resultados eleitorais.





















