EUA debate lei para combater “censura” estrangeira, citando Moraes e Brasil como inspiração
Um projeto de lei que ganha força nos Estados Unidos, o Granite Act, busca estabelecer mecanismos legais para proteger cidadãos e empresas americanas contra ordens de censura emitidas por autoridades de outros países. A proposta foi diretamente inspirada por decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, especialmente no caso que envolveu a suspensão da plataforma Rumble no Brasil.
O debate se intensifica em um cenário de crescentes tensões entre governos globais e grandes empresas de tecnologia sediadas nos EUA. Essas disputas frequentemente envolvem a remoção de conteúdos, o fornecimento de dados de usuários e restrições a perfis em redes sociais, gerando preocupações sobre a soberania digital e a liberdade de expressão.
O projeto de lei americano visa criar um contraponto a essas ações, propondo sanções significativas para autoridades estrangeiras que tentarem impor censura a empresas sob jurisdição americana. A iniciativa reflete um embate global sobre os limites da liberdade de expressão e a soberania nacional no ambiente digital, conforme analisado pelo Podcast 15 Minutos.
Granite Act: Como funcionaria a lei e quais as punições?
O Granite Act tem como objetivo principal criar um escudo legal para empresas de tecnologia americanas. A lei permitiria que elas se recusem a cumprir ordens de censura de governos estrangeiros, além de prever a possibilidade de ações judiciais contra essas autoridades.
As punições podem incluir o pagamento de **indenizações milionárias** a empresas americanas prejudicadas por decisões de censura estrangeiras. A ideia é que o custo de tentar censurar plataformas sediadas nos EUA se torne proibitivo, dissuadindo tais ações.
A inspiração brasileira, segundo parlamentares americanos, reside na forma como o ministro Alexandre de Moraes e o STF têm lidado com o que consideram desinformação e ataques à democracia. A suspensão do Rumble no Brasil, por exemplo, foi citada como um caso emblemático dessa atuação.
Brasil e Alexandre de Moraes no centro do debate global
Parlamentares americanos que apoiam o Granite Act têm utilizado o Brasil e as decisões de Alexandre de Moraes como exemplos centrais do embate global sobre liberdade de expressão e soberania. Eles argumentam que as ações brasileiras demonstram a necessidade de uma resposta robusta por parte dos Estados Unidos.
A proposta legislativa americana busca garantir que a **soberania digital** americana não seja violada por interferências externas. A preocupação é que decisões tomadas por autoridades estrangeiras possam afetar a operação de empresas americanas e a livre circulação de informações.
O Granite Act representa uma tentativa de **projeção do poder judicial americano** para além de suas fronteiras, buscando proteger empresas e cidadãos de ações que consideram abusivas ou ilegítimas. A lei visa criar um precedente para que outros países repensem suas estratégias de regulação de conteúdo online.
Liberdade de expressão versus soberania: um conflito crescente
O conflito entre a defesa da liberdade de expressão e a afirmação da soberania nacional no ambiente digital tem se tornado cada vez mais acirrado. O Granite Act surge como uma resposta americana a essa complexa dinâmica, buscando equilibrar a proteção de direitos fundamentais com a necessidade de proteger seus interesses nacionais.
A legislação americana, ao se inspirar em ações como as do ministro Moraes, levanta questões sobre a extraterritorialidade das leis e o alcance das decisões judiciais em um mundo cada vez mais conectado. O debate promete ser intenso e ter repercussões significativas para o futuro da internet e da regulação de conteúdo globalmente.















