Rio, SP, DF e mais: Cidades brasileiras se unem em clamor por justiça para o cão Orelha após brutal ataque
A comoção pela trágica morte do cão Orelha, agredido brutalmente em Florianópolis, transcende o estado de Santa Catarina. Diversas capitais brasileiras confirmaram manifestações para este final de semana, unindo vozes em um pedido uníssono por justiça e por leis mais severas contra crueldade animal.
Orelha, um cão comunitário conhecido na Praia Brava, foi vítima de uma agressão covarde no início de janeiro por quatro jovens. Os ferimentos foram tão graves que o animal precisou ser submetido à eutanásia, deixando uma onda de indignação por todo o país. O motivo por trás do crime ainda é desconhecido, mas a brutalidade do ato chocou a todos.
As manifestações exigem não apenas a punição dos responsáveis, identificados como menores de idade de famílias abastadas de Santa Catarina, mas também um debate mais amplo sobre a necessidade de leis mais eficazes contra maus-tratos a animais. A hashtag #justicapororelha viralizou nas redes sociais, impulsionando a mobilização nacional. Conforme informação divulgada pela agência Brasil, as investigações da Polícia Civil apontam que a agressão ocorreu no dia 4 de janeiro, com o cão sendo encontrado em estado crítico por moradores locais.
Caminhada pela Justiça em Brasília e grande ato na Av. Paulista
Em Brasília, a capital federal, a mobilização ocorrerá neste sábado, 31 de janeiro, às 16h, no Parque Dog, localizado no Setor Sudoeste. Organizado pela Associação Apdog, o evento foi batizado de “Cãominhada da Justiça”, convidando tutores e amantes de animais a se unirem em prol da causa.
São Paulo, a maior metrópole do país, também se prepara para um grande ato no domingo, 1º de fevereiro, às 10h. O local escolhido é o vão livre do MASP, na Avenida Paulista. A convocação, feita por grupos como o Cadeia Para Maus-Tratos, promete ser um dos maiores eventos do gênero no Brasil, dada a relevância da capital paulista na discussão de pautas sociais.
O que diz a lei sobre crimes cometidos por menores de idade
O caso de Orelha levanta questões importantes sobre a legislação brasileira. Como os envolvidos na agressão são menores de idade, as possíveis punições se enquadram no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), e não diretamente no Código Penal. A agência Brasil detalha que as medidas socioeducativas previstas podem incluir a obrigação de reparar o dano, que seria o ressarcimento financeiro aos envolvidos ou à causa animal.
Outras possibilidades são a prestação de serviços à comunidade, com tarefas gratuitas em entidades públicas ou ONGs por até seis meses, e a semiliberdade, que permite atividades externas com retorno noturno à unidade. A medida mais severa é a internação, reservada para casos gravíssimos, com privação de liberdade por tempo indeterminado e reavaliações periódicas, podendo durar no máximo três anos.
Violência contra outro animal também teria ocorrido
As investigações revelaram ainda que outro animal, chamado Caramelo, também teria sido vítima do mesmo grupo. Segundo relatos, houve uma tentativa de afogamento contra o cão, que felizmente conseguiu escapar. A gravidade desses atos reforça o clamor por uma revisão das leis e por uma punição mais efetiva para coibir a crueldade contra os animais, um reflexo da indignação que tomou conta do país.















