MP de Santa Catarina Pede Exumação do Corpo do Cão Orelha para Exame Pericial
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) deu um novo passo na investigação do brutal caso de crueldade contra o cão Orelha, solicitando à Justiça a exumação do corpo do animal. O objetivo é realizar um exame pericial detalhado, buscando esclarecer as circunstâncias exatas da morte do cão comunitário da Praia Brava, em Florianópolis.
Orelha foi vítima de uma agressão severa no início de janeiro, resultando em ferimentos graves que levaram à sua eutanásia. A motivação por trás deste ato de crueldade ainda é desconhecida, e as investigações têm enfrentado questionamentos sobre sua condução.
A solicitação de exumação, segundo o MPSC, considera possíveis limitações técnicas, indicando que a diligência só deve ocorrer “se possível”. O caso ganhou repercussão nacional, reacendendo o debate sobre a proteção animal e a legislação vigente. Conforme informação divulgada pelo MPSC, o órgão ressalvou que a diligência deveria ser realizada apenas “se possível”.
Investigações em Andamento e Insatisfação do MP
Inicialmente, quatro jovens foram apontados como suspeitos, mas o inquérito policial reduziu o número para um único suspeito, para quem foi recomendada internação compulsória. No entanto, o progresso das investigações levantou preocupações por parte das promotorias responsáveis pelo caso.
A 2ª Promotoria de Justiça de Florianópolis expressou insatisfação com as conclusões do inquérito, destacando a necessidade de “esclarecimentos específicos”. Há dúvidas sobre a relação entre a conduta de adultos, supostos autores de coação, e o adolescente acusado de maltratar o cão Orelha. Novos depoimentos foram requisitados para aprofundar essas questões.
Novas Diligências e Casos Correlatos
A 10ª Promotoria de Justiça, por sua vez, pediu o “aprofundamento de diligências” sobre quatro boletins de ocorrência registrados. A promotoria solicitou a anexação de vídeos de atos infracionais e registros envolvendo suposta violência contra outros cães, buscando um panorama mais completo das ocorrências.
As investigações da Polícia Civil indicam que o ataque ao cão Orelha ocorreu no dia 4 de janeiro. O animal foi encontrado ferido e agonizante, sendo levado a uma clínica veterinária, onde a eutanásia foi realizada no dia seguinte. A comoção gerada pela morte do cão Orelha levou a manifestações em diversas capitais do país.
O Caso do Cão Caramelo e o Debate sobre Maioridade Penal
Um grupo de jovens suspeitos também teria agredido outro animal, o cão Caramelo, que teria sobrevivido a uma tentativa de afogamento. Contudo, o inquérito policial concluiu que Caramelo foi apenas jogado ao mar, sem sofrer prejuízos, e descartou a relação entre os adolescentes envolvidos no caso do cão Orelha e a ocorrência com Caramelo. O caso do cão Orelha reacendeu o debate sobre a redução da maioridade penal no Brasil.















