Boulos fala em “sacrifícios” para viabilizar candidatura de Haddad em SP e reforça importância do estado.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, comentou a possibilidade de o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ser candidato ao Senado por São Paulo em 2026. Boulos ressaltou a **importância estratégica do palanque político em São Paulo** para o cenário nacional, indicando que o campo progressista pode precisar de “sacrifícios” para construir uma chapa competitiva no estado.
As declarações foram dadas em entrevista à CNN Brasil nesta segunda-feira (19). Boulos reconheceu o **capital eleitoral de Haddad**, que foi candidato ao governo de São Paulo em 2022, apesar de não ter vencido a eleição. Ele lembrou que Haddad obteve um bom resultado no segundo turno contra o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
O ministro enfatizou que uma **”chapa competitiva” em São Paulo é “decisiva para a eleição nacional”**, citando as eleições de 2022 como exemplo, onde a escolha da chapa para o colégio eleitoral de São Paulo teria contribuído para a vitória de Lula.
A importância do palanque paulista para eleições nacionais
“O palanque em São Paulo é muito importante. Eu acho que o nosso campo, de maneira geral, tem essa compreensão da importância de **jogar peso e fazer sacrifícios para o palanque de São Paulo**”, afirmou Boulos. Ele destacou que, embora não possa falar em nome de outras lideranças, a visão geral é de que o estado é crucial para o sucesso eleitoral em âmbito federal.
A resistência de Haddad em se candidatar em 2026 é um ponto sensível para o PT, que vê no ministro da Fazenda um nome forte para disputar o Senado. A construção de uma chapa forte em São Paulo é vista como fundamental para **fortalecer a base de apoio do governo federal** e garantir a eleição de aliados.
Outros nomes em jogo para 2026 em São Paulo
Além da possível candidatura de Haddad ao Senado, outras lideranças do campo governista também podem disputar vagas em São Paulo. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) é um nome cotado para o Senado, assim como o próprio Boulos. No cenário da direita, nomes como os deputados federais Guilherme Derrite (PP-SP) e Ricardo Salles (Novo-SP) aparecem em pesquisas.
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) pretende disputar a reeleição. Pesquisas indicam que ele lidera com folga a corrida pelo governo estadual, com Haddad aparecendo em segundo lugar. A articulação de uma chapa competitiva pelo grupo de Boulos e Haddad visa **contrabalançar a força da direita** no estado mais populoso do país.















