Catas Altas, MG, lidera o PIB per capita nacional, mas enfrenta desafios sociais apesar dos royalties da mineração.
Catas Altas, um pequeno município em Minas Gerais, ostenta o título de cidade com o maior Produto Interno Bruto (PIB) per capita do Brasil. Com uma população de apenas 5.706 habitantes, o indicador de riqueza por morador atinge um patamar impressionante, equivalente a R$ 920 mil anuais. Esse feito econômico é impulsionado pela robusta atividade de mineração na região, que movimenta bilhões de reais.
No entanto, por trás dessa expressiva cifra econômica, esconde-se uma realidade social complexa. Mais da metade dos moradores de Catas Altas está cadastrada no Cadastro Único (CadÚnico) para programas sociais do governo federal, evidenciando uma profunda desigualdade entre a riqueza gerada e a renda distribuída entre a população.
A situação levanta questões sobre a efetividade do modelo econômico e a distribuição dos benefícios da exploração mineral. Enquanto a mineração sustenta a economia local, os royalties recebidos buscam ser uma ferramenta para mitigar as disparidades e promover o desenvolvimento. Conforme informações divulgadas pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Catas Altas, o município recebeu quase R$ 36 milhões em royalties em 2025, um montante significativo que visa financiar projetos de recuperação ambiental e diversificação econômica.
O Gigante Econômico e a Realidade Social
O PIB de Catas Altas se aproxima de R$ 5 bilhões, um número que contrasta fortemente com o PIB per capita de grandes metrópoles como São Paulo, que registra cerca de R$ 70 mil por habitante. Essa disparidade, no entanto, não se traduz em uma distribuição equitativa de renda. Especialistas apontam que a riqueza gerada pela mineração, que representa cerca de 90% da economia local, tende a se concentrar, sem















