Celina Leão e Leandro Grass disputarão o segundo turno para o governo do Distrito Federal.
A disputa pelo governo do Distrito Federal chega ao segundo turno com Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT) como os candidatos mais votados. A decisão ocorrerá em 25 de outubro, após uma campanha marcada por reviravoltas políticas e polêmicas.
Celina Leão obteve 49,93% dos votos válidos (825.530), enquanto Leandro Grass alcançou 34,47% (569.930). A divulgação oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou os resultados, mostrando a polarização entre os dois candidatos.
O cenário eleitoral foi significativamente influenciado pela desistência de Ibaneis Rocha de concorrer ao Senado e pela volta do ex-governador José Roberto Arruda ao centro político, que acabou tendo sua candidatura barrada pela Justiça Eleitoral. Esses eventos redefiniram as estratégias e o eleitorado na capital federal. Conforme divulgação oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), esses foram os resultados do primeiro turno.
Desistência de Ibaneis Rocha e Reviravolta no Cenário Político
A campanha para o governo do Distrito Federal foi agitada desde o início, com a surpreendente desistência do governador Ibaneis Rocha de concorrer ao Senado. Sua decisão impulsionou a candidatura da vice-governadora Celina Leão (PP), que buscou manter a aliança política que comanda o DF desde 2022.
Outro personagem central foi o ex-governador José Roberto Arruda (PSD), que retornou à cena política brasiliense. Contudo, sua candidatura foi negada pelo TSE devido à inelegibilidade decorrente de condenações por improbidade administrativa, relacionadas à Operação Caixa de Pandora. A desistência de Arruda abriu espaço para que outros candidatos buscassem o eleitorado que o apoiava.
Leandro Grass se consolida como principal nome da oposição
Com a desistência de Arruda, Leandro Grass (PT) intensificou sua campanha para se firmar como a principal alternativa de oposição. Ex-deputado distrital e ex-presidente do Iphan, Grass já havia obtido o segundo lugar na eleição de 2022 e contou com o apoio de partidos de esquerda e centro-esquerda.
A oposição, no entanto, não se limitou a Grass. Candidatos como Ricardo Cappelli (PSB) e Paula Belmonte (PSDB) também disputaram votos, apresentando diferentes propostas e dividindo o eleitorado que buscava uma alternativa ao grupo de Celina Leão.
Crise do BRB-Master: Ponto de Tensão na Campanha de Celina Leão
A crise envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master tornou-se um dos temas mais quentes da campanha. A oposição explorou a relação do ex-governador Ibaneis Rocha com as negociações e buscou associar Celina Leão a essas decisões, questionando sua responsabilidade pela situação financeira do banco.
Celina Leão adotou uma estratégia de defesa, propondo a continuidade das ações para a recuperação do BRB, mas buscando marcar distância das decisões anteriores. Ela argumentou ter herdado problemas do governo Ibaneis e que sua gestão trabalhava para mitigar as consequências da crise. A situação ganhou contornos nacionais quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou Ibaneis e Celina sobre o caso.
O Legado e a Nova Administração: Um Equilíbrio Delicado
Apesar das tensões e da necessidade de se desvincular de alguns aspectos da gestão anterior, Celina Leão permaneceu integrada ao grupo político que governava o DF. A campanha exigiu um delicado equilíbrio entre a defesa do legado da administração passada e a apresentação de sua própria visão para o futuro do Distrito Federal.
A crise do BRB-Master foi um dos episódios que evidenciou essa complexa relação entre a continuidade e a necessidade de uma nova abordagem administrativa, moldando o debate eleitoral e a percepção dos eleitores sobre os candidatos na reta final para o segundo turno.











