Impacto econômico do Airbnb em Florianópolis chega a R$ 5 bilhões, revela estudo da FGV
O impacto econômico gerado pela plataforma Airbnb em Florianópolis atingiu a impressionante marca de R$ 5 bilhões em 2025. Um estudo atualizado da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado pela própria plataforma, detalha como as estadias intermediadas pelo Airbnb movimentaram significativamente a economia da capital catarinense.
Os dados revelam que as atividades ligadas ao Airbnb contribuíram com R$ 2,8 bilhões para o Produto Interno Bruto (PIB) local. Além disso, a plataforma foi responsável pela geração de R$ 1,4 bilhão em renda e pela arrecadação de R$ 415 milhões em tributos, sustentando mais de 31 mil postos de trabalho na região.
Esses números abrangem os efeitos diretos e indiretos dos gastos de hóspedes e anfitriões, impactando diversos setores da economia. A pesquisa utilizou a metodologia de insumo-produto, analisando a influência da atividade em áreas cruciais para o turismo, como hospedagem, alimentação, comércio, serviços de limpeza, manutenção e transporte. Conforme informação divulgada pela plataforma, este estudo detalha a relevância do Airbnb para o desenvolvimento econômico de Florianópolis.
Anfitriões como impulsionadores do comércio local
Um aspecto notável destacado pelo estudo é o papel dos anfitriões do Airbnb na promoção de estabelecimentos e atrativos fora dos roteiros turísticos tradicionais. Mais de 95% dos anfitriões que recomendam locais aos seus hóspedes indicam comércios localizados em seus próprios bairros. Essa prática contribui para a distribuição da receita turística por toda a cidade.
Adicionalmente, cerca de 90% dos anfitriões mencionaram restaurantes ou cafés locais em suas recomendações. Isso demonstra uma forte conexão entre os usuários da plataforma e os pequenos negócios, incentivando o consumo em estabelecimentos que muitas vezes não são alcançados pelo turismo convencional, fortalecendo assim a economia de vizinhanças específicas.
Geração de empregos e movimentação na economia de serviços
O estudo também aponta para a significativa geração de empregos e demanda por serviços. No último ano, 70% dos anfitriões contrataram profissionais de limpeza para manter seus imóveis. Outros 60% recorreram a serviços de encanadores, eletricistas ou carpinteiros para a realização de manutenções necessárias nas propriedades anunciadas.
Esses dados evidenciam como a atividade de aluguel por temporada, intermediada pelo Airbnb, estimula a economia de serviços locais, gerando trabalho e renda para diversos profissionais. A pesquisa ainda revela que aproximadamente 70% dos anunciantes não têm a hospedagem como sua principal fonte de ocupação, indicando que muitos utilizam a plataforma como uma renda complementar. Quase 90% dos anfitriões são proprietários das unidades que anunciam.





















