Big Techs enfrentam julgamento histórico nos EUA por suposto vício em redes sociais entre jovens
Um tribunal na Califórnia iniciou um julgamento crucial que pode impactar toda a indústria de tecnologia. A Meta, dona do Instagram, e a Alphabet, controladora do YouTube, estão sendo processadas sob a alegação de que seus mecanismos de design e engajamento foram criados para **viciar crianças e adolescentes**, agravando problemas de saúde mental.
A ação judicial, centrada no caso de uma jovem que desenvolveu depressão e ansiedade após uso intensivo das plataformas desde a infância, busca responsabilizar as empresas não pelo conteúdo publicado, mas pela **arquitetura compulsiva de suas redes sociais**. A expectativa é que a decisão deste caso estabeleça um marco legal para centenas de processos semelhantes em andamento nos Estados Unidos.
Segundo a imprensa americana, o julgamento, que deve durar entre seis e oito semanas, contará com depoimentos de executivos de alto escalão, incluindo Mark Zuckerberg, CEO da Meta. As empresas negam veementemente as acusações, afirmando investir em segurança para jovens usuários e que problemas de saúde mental possuem causas multifacetadas. As informações são baseadas em reportagens da imprensa americana.
Mecanismos de “vício” no centro do debate
A acusação principal contra Meta e Alphabet reside no uso de **técnicas de engajamento inspiradas em jogos de azar**. O argumento é que essas estratégias foram deliberadamente implementadas para maximizar o tempo de permanência dos jovens nas plataformas, impulsionando assim as receitas publicitárias. O foco não está no que é postado, mas em como o design das redes sociais, como o feed infinito e as notificações constantes, induzem ao uso contínuo e prolongado.
A jovem K.G.M. e os efeitos na saúde mental
O cerne do processo é a história da jovem identificada como K.G.M., que aos 19 anos relata ter desenvolvido **depressão, ansiedade e pensamentos suicidas** devido ao uso intensivo do Instagram e YouTube desde a infância. Seus advogados sustentam que o vício não se deu por conteúdos específicos, mas pela própria estrutura das plataformas, projetadas para manter os usuários conectados o maior tempo possível. Esse design, segundo a acusação, contorna proteções legais que normalmente resguardam as empresas contra ações relacionadas a conteúdos de terceiros.
CEO da Meta e outros executivos deverão testemunhar
O julgamento promete ser um dos mais significativos para o setor de tecnologia. A expectativa é que **executivos de ponta prestem depoimento**, incluindo Mark Zuckerberg, CEO da Meta, e outros dirigentes do Instagram e do YouTube. A forma como essas empresas foram desenhadas e seus impactos na saúde mental dos jovens usuários serão o foco das audiências, com potencial para redefinir as responsabilidades legais das Big Techs.
Empresas negam as acusações e defendem suas práticas
Em resposta às alegações, tanto a Meta quanto o Google (controlador do YouTube) emitiram comunicados negando as acusações. A Meta declarou discordar das alegações e ressaltou seus investimentos em ferramentas de proteção para jovens, além de afirmar que a saúde mental é influenciada por múltiplos fatores. O Google também refutou as acusações, classificando-as como “não verdadeiras” e reiterando que a **experiência segura para crianças e adolescentes é uma prioridade** da companhia.















