Caminhada pela Anistia em Defesa de Bolsonaro Atravessa Região Sul com Críticas ao Governo Lula e ao Judiciário
Uma manifestação política em prol da anistia para os condenados pelos atos de 8 de janeiro e pela liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está percorrendo o Sul do Brasil. A iniciativa, batizada de “Acorda Brasil”, começou no Rio Grande do Sul e já passou por Santa Catarina, chegando ao Paraná neste domingo, 8 de maio. O movimento busca chamar atenção para as pautas defendidas pelos organizadores.
Inspirada em ações semelhantes, a caminhada teve seu ponto de partida em Porto Alegre no final de janeiro, percorrendo uma distância considerável até a divisa com Santa Catarina. Os idealizadores descrevem a ação como uma manifestação simbólica e pacífica, sem uso de recursos públicos ou convocação formal de multidões, focando na mensagem e na mobilização de apoiadores.
A passagem por Santa Catarina contou com a participação de cerca de 300 pessoas na concentração inicial em Joinville, segundo o deputado estadual Sargento Lima (PL), coordenador do movimento no estado. Ao longo do percurso a pé, o número de participantes se reduziu para aproximadamente 30 pessoas, evidenciando um núcleo engajado na causa. A informação foi divulgada pelo portal Gazeta do Povo.
Principais Pautas: Anistia e Liberdade de Bolsonaro
A principal bandeira levantada pelos participantes da “Caminhada pela Anistia” é a defesa da concessão de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro e a **liberdade imediata do ex-presidente Jair Bolsonaro**. O deputado Sargento Lima expressou forte crítica ao sistema judiciário, comparando a situação de Bolsonaro com a de criminosos soltos pela justiça.
“É uma aberração jurídica o que está acontecendo no país, mantendo Bolsonaro preso. Traficantes que foram pegos com 450 quilos de cocaína saíram pela porta da frente de uma delegacia depois da audiência de custódia e agora estão na rua, assim como assassinos e estupradores”, declarou Lima, ressaltando a percepção de seletividade e injustiça por parte do movimento.
Críticas ao Governo Federal e à Economia do País
Além das pautas centrais, a caminhada também direciona críticas ao atual governo federal e às políticas econômicas em vigor. O deputado Lima apontou um desequilíbrio na distribuição de impostos, afirmando que Santa Catarina contribui significativamente para a arrecadação nacional, mas recebe pouco em retorno da União. Esse descompasso, segundo ele, gera prejuízos ao estado.
“Custa muito para nós, catarinenses, sermos brasileiros. Nosso estado lidera todos os índices do país, como segurança pública, IDH, alfabetização, qualidade de vida e crescimento econômico, enquanto o restante do Brasil está sofrendo por ter governadores de centro e da esquerda”, defendeu o parlamentar. Ele ainda acrescentou que o chamado “Custo Brasil” prejudica a economia catarinense.
Reivindicações sobre Infraestrutura e Rodovias Federais
Durante o trajeto, foram levantadas demandas urgentes relacionadas às **rodovias federais que cortam Santa Catarina**, como as BRs 101, 280 e 470. A falta de investimentos em obras de ampliação e manutenção compromete, segundo os organizadores, o escoamento da produção agrícola e industrial, além de afetar a mobilidade urbana e intermunicipal, mesmo em trechos onde já há cobrança de pedágio.
Para garantir a segurança dos participantes, o percurso entre Santa Catarina e Paraná foi adaptado, evitando longos trechos da BR-101, conhecida pelo intenso tráfego durante o verão. O grupo utilizou rodovias estaduais e realizou travessias de balsa para chegar ao Paraná, onde a caminhada continuará com novas etapas.
Continuidade no Paraná e Encerramento no Sul
A chegada ao Paraná marca a continuidade do movimento, com a previsão de entrega simbólica das bandeiras dos estados do Sul a lideranças paranaenses. A caminhada no Paraná será retomada neste sábado, 8 de maio, após uma interrupção devido a atividades legislativas. O percurso planejado inclui cidades como Guaratuba, Matinhos, Pontal do Paraná, Paranaguá e Morretes, com o objetivo final de chegar a São Paulo.
Os organizadores reforçam que todas as despesas da etapa catarinense foram custeadas pelos próprios participantes, incluindo hospedagem e alimentação, **sem qualquer uso de recursos públicos**, conforme declarado pelo deputado Sargento Lima ao portal Gazeta do Povo.















