PF apura desvio milionário de ex-gerente da Caixa Econômica Federal em SC
A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Sem Remorso nesta terça-feira (24) em Dionísio Cerqueira, Santa Catarina, para investigar um ex-gerente da Caixa Econômica Federal. O funcionário é acusado de desviar aproximadamente R$ 1 milhão em recursos públicos. A ação resultou na apreensão de documentos, um celular e um carro de luxo.
A investigação aponta que o ex-gerente utilizava sua posição no banco para subtrair valores de clientes, com foco especial em pessoas idosas. O crime de peculato, pelo qual ele responde, é definido como a apropriação ou desvio de bens públicos ou particulares por um funcionário público em razão de seu cargo.
As irregularidades teriam ocorrido entre janeiro e agosto de 2022. De acordo com a PF, a investigação não envolveu nenhuma figura política. A Caixa Econômica Federal já havia instaurado um procedimento administrativo disciplinar em 2025, que levou à demissão do servidor por conduta incompatível com a profissão. A informação foi divulgada pela PF.
Entenda o crime de peculato investigado
O peculato é um crime previsto no Código Penal brasileiro que se configura quando um funcionário público se apropria indevidamente de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, que esteja sob sua posse devido ao cargo que ocupa. O desvio pode ocorrer em proveito próprio ou de terceiros.
No caso em questão, o ex-gerente da Caixa teria se aproveitado de sua função para obter vantagens financeiras ilícitas. O jornal local 4oito, de Criciúma (SC), reportou que o foco principal do esquema eram clientes idosos do banco, que podem ter sido mais vulneráveis às ações do investigado.
Caixa Econômica colabora com as investigações
Em nota enviada à imprensa, a Caixa Econômica Federal declarou que colabora ativamente com os órgãos de segurança pública nas investigações e operações de combate a fraudes e golpes. O banco ressalta que as informações sigilosas são repassadas exclusivamente à Polícia Federal e outros órgãos competentes para análise e investigação.
A instituição bancária também afirmou que realiza um monitoramento contínuo de seus produtos, serviços e transações para identificar e investigar casos suspeitos. A Caixa assegura possuir estratégias, políticas e procedimentos de segurança robustos para a proteção dos dados e operações de seus clientes, contando com tecnologias e equipes especializadas.
Prejuízo atualizado e medidas adotadas
O prejuízo estimado em R$ 1 milhão foi atualizado pela inflação, elevando o montante total desviado. A Caixa informou ainda que o indiciado não pertence mais ao quadro de empregados do banco, o que reforça a ação disciplinar interna que culminou em sua demissão. A estatal se colocou à disposição para prestar auxílio às vítimas, conforme comunicado oficial.




