Santa Catarina registra recorde histórico em exportações em 2025, alcançando US$ 12,19 bilhões
O ano de 2025 marcou um capítulo de sucesso para a economia de Santa Catarina, com o estado alcançando o maior volume de exportações de sua história. As vendas externas atingiram a impressionante marca de US$ 12,19 bilhões, um feito significativo que demonstra a resiliência e a força produtiva catarinense.
Este resultado representa um crescimento de 4,4% em relação a 2024, quando o faturamento foi de US$ 11,67 bilhões. O acréscimo de aproximadamente US$ 516 milhões ocorreu mesmo em um contexto internacional adverso, marcado por restrições sanitárias e barreiras tarifárias em mercados importantes, além de um dinamismo econômico global reduzido.
Conforme dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, compilados pelo governo do estado e pela Fiesc, o desempenho positivo reflete a capacidade de superação e a excelência das empresas catarinenses. O governador Jorginho Mello destacou que “somos um estado que pula o Brasil”, evidenciando o crescimento acima da média nacional e a conquista de mercados exigentes.
Agronegócio Lidera Vendas Externas com Destaque para Carne de Frango e Suína
O agronegócio se consolidou como o principal motor das exportações catarinenses em 2025. A carne de frango foi o produto de maior destaque, gerando um faturamento de US$ 2,44 bilhões. Em seguida, a carne suína também apresentou um desempenho robusto, com vendas que totalizaram US$ 1,85 bilhão.
Outros setores importantes na pauta de exportações incluíram a soja, com US$ 659 milhões, e o segmento de maquinário, que registrou US$ 620 milhões com a venda de motores e geradores elétricos. Estes números reforçam a diversidade e a competitividade da produção catarinense no cenário internacional.
Diversificação de Mercados Compensa Retração nos EUA e China
Embora os Estados Unidos e a China permaneçam como os maiores compradores dos produtos de Santa Catarina, ambos os mercados registraram retrações em 2025. As exportações para os EUA caíram 15,7%, impactadas por tarifas sobre produtos de madeira, enquanto para a China o recuo foi de 6,7%, atribuído a restrições sanitárias.
A estratégia de diversificação de parceiros comerciais foi fundamental para compensar essas quedas. A Argentina, terceiro maior destino, impulsionou suas compras em 18,6%, alcançando US$ 889,3 milhões. O México também se destacou, com US$ 782,4 milhões em compras.
Japão e Chile completam a lista de principais destinos, com US$ 688,6 milhões e US$ 635,2 milhões, respectivamente. Segundo Pablo Bittencourt, economista-chefe da Fiesc, “os ganhos obtidos com o Chile e a União Europeia, somados, compensaram a retração das exportações para os Estados Unidos, enquanto o aumento das vendas para a Argentina mais do que neutralizou a perda associada ao mercado chinês”.
Investimentos em Logística e Ampla Rede de Destinos Impulsionam o Setor
O secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck, ressaltou a ampla capilaridade dos produtos catarinenses, que chegaram a mais de 200 destinos em 2025. Ele atribuiu o sucesso também aos investimentos históricos em infraestrutura logística, como portos e aeroportos, que qualificam e ampliam a capacidade de escoamento da produção.
A estabilidade nas importações, que somaram US$ 33,9 bilhões em 2025 com uma leve alta de 0,6%, também foi destacada. Itens como partes e acessórios para veículos e fertilizantes nitrogenados apresentaram crescimento. Dreveck enfatizou que Santa Catarina funciona como “porta de entrada para muitos produtos que chegam ao Brasil”, agregando valor a matérias-primas que retornam para a indústria e fortalecem a economia estadual.















