Bactéria Acinetobacter Gera Atenção em UTI de Balneário Camboriú, Exigindo Protocolos Reforçados
A identificação da bactéria Acinetobacter na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Adulto do Hospital Regional Ruth Cardoso, em Balneário Camboriú, Santa Catarina, acendeu um sinal de alerta para a equipe médica no final de setembro. A unidade de saúde, ciente da capacidade de sobrevivência do microrganismo, agiu prontamente para conter sua disseminação.
A diretoria do hospital informou que, após a adoção de medidas rigorosas, não houve novos registros da bactéria. A situação continua sob monitoramento constante pela direção técnica e pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), demonstrando o compromisso com a segurança dos pacientes internados na unidade.
Conforme informações divulgadas pelo hospital, a Acinetobacter é um microrganismo comum em ambientes hospitalares e possui uma notável capacidade de resistência. Sua persistência em superfícies e equipamentos, podendo durar até um mês em condições secas, segundo o Manual MSD, representa um desafio significativo para o controle de infecções.
Acinetobacter: Um Desafio em Ambientes Hospitalares
A Acinetobacter é conhecida por sua resistência em superfícies, o que torna seu controle uma tarefa trabalhosa. A transmissão dessa bactéria não ocorre pelo ar, mas sim pelo contato direto, frequentemente através das mãos de profissionais de saúde, superfícies contaminadas ou equipamentos utilizados entre pacientes. A higiene das mãos e a desinfecção rigorosa de equipamentos são cruciais para evitar a propagação.
O hospital enfatiza que a presença da bactéria em um indivíduo não significa necessariamente o desenvolvimento de uma infecção. No entanto, o risco aumenta consideravelmente em pacientes com o sistema imunológico fragilizado, comum em UTIs. A internação em UTI, como aponta um estudo brasileiro publicado na revista Clinical Infectious Diseases, eleva o risco de infecções relacionadas à assistência, especialmente devido ao uso de dispositivos invasivos como ventiladores mecânicos e cateteres.
Medidas Intensificadas para Erradicação e Prevenção
Em resposta à identificação da bactéria, o Hospital Ruth Cardoso intensificou as limpezas terminais, que incluem a desinfecção completa de leitos e ambientes. As bancadas passaram a ser higienizadas a cada seis horas, e as equipes receberam treinamento adicional em higiene das mãos, além de reforçarem o uso de aventais no contato com os pacientes. A CCIH ampliou o acompanhamento dos internados e a supervisão das práticas de atendimento.
Essas medidas rigorosas permanecem em vigor, mesmo com a ausência de novos registros. A diretoria do hospital explicou que o encerramento oficial do episódio só ocorrerá após 30 dias sem novos casos, conforme as orientações sanitárias. Até lá, o monitoramento e a adoção de todas as precauções necessárias para a segurança de pacientes e equipes continuarão sendo prioridade.
Gestão Estadual e Melhorias Estruturais no Hospital
Desde 2025, o Hospital Regional Ruth Cardoso está sob a gestão do governo de Santa Catarina. A Secretaria de Estado da Saúde tem implementado diversas intervenções na estrutura física da unidade, incluindo a recuperação de equipamentos e a reorganização dos serviços. A reativação do centro de imagem, a retomada de exames e cirurgias eletivas, e a ampliação do atendimento em diversas especialidades estão entre as melhorias.
As obras abrangem setores como o pronto-socorro, internação, hemodiálise e centro obstétrico. Paralelamente, outras intervenções mais recentes incluem a reforma da recepção da internação, a recuperação do piso externo e a revitalização do jardim. A implantação do prontuário eletrônico e a criação de uma área de Engenharia Clínica Hospitalar também fazem parte das ações para modernizar e otimizar o funcionamento da unidade hospitalar.





















