Polícia Federal frustra plano de atentado terrorista suicida no Brasil, prendendo suspeito de 18 anos ligado ao Estado Islâmico.
Uma operação da Polícia Federal (PF) resultou na prisão de um jovem de 18 anos em Bauru, São Paulo, nesta quinta-feira (29). O suspeito é acusado de planejar um atentado terrorista em nome do grupo extremista Estado Islâmico dentro do Brasil.
Segundo as informações divulgadas pela PF, o indivíduo estava em processo de montagem de um colete com explosivos, indicando a iminência de sua ação. A investigação, que contou com o crucial apoio do FBI, agência de inteligência dos Estados Unidos, buscou desmantelar uma ameaça direta à segurança nacional.
As autoridades cumpriram mandados de prisão temporária, busca pessoal e domiciliar, além de medidas para acesso imediato aos dados eletrônicos do suspeito, incluindo seu celular. A investigação segue em andamento para aprofundar as apurações e prevenir novos atos contra a ordem social. Conforme divulgado pela Polícia Federal, as investigações prosseguem com o objetivo de aprofundar a apuração dos fatos, bem como prevenir a ocorrência de atos que atentem contra a segurança pública e a ordem social.
Monitoramento desde 2024 e conexão com recrutador do Estado Islâmico
O jovem preso estava sendo monitorado pela PF desde o início de 2024. Essa vigilância foi intensificada após sua conexão com outro indivíduo, previamente detido por atuar como recrutador do Estado Islâmico em uma operação anterior da própria PF. Na época dessa conexão inicial, o agora preso ainda era menor de idade, o que levou as autoridades a optarem por um monitoramento mais discreto em vez de uma detenção imediata.
O que é o Estado Islâmico e sua atuação global
O Estado Islâmico é um grupo terrorista de cunho religioso muçulmano que se originou a partir da Al-Qaeda. Com cerca de 15 anos de existência, o grupo prega uma interpretação radical do Alcorão, promovendo a jihad, ou guerra religiosa, contra aqueles que não seguem sua doutrina. A organização defende que atrocidades são justificadas pelas escrituras sagradas para atingir seus objetivos, uma visão que contrasta com a maioria dos muçulmanos.
O grupo ganhou notoriedade global a partir de 2014, quando ocupou vastas áreas do Iraque e da Síria. Utilizando as redes sociais como plataforma de recrutamento, o Estado Islâmico expandiu sua influência. Apesar de ter sofrido derrotas militares significativas e não ocupar mais territórios de forma oficial, o grupo ainda é considerado capaz de organizar atentados terroristas em diversas partes do mundo.
Atentados recentes e inspiração terrorista
A capacidade de organização do Estado Islâmico foi evidenciada em diversos ataques de grande repercussão. Um dos mais notórios foi a série de atentados em Paris, França, que resultou na morte de 130 pessoas. Mais recentemente, no ano passado, atiradores na Austrália, inspirados pelo modelo terrorista do grupo, realizaram um ataque em um evento judaico em uma praia, deixando 15 mortos e 30 feridos.
Investigação aprofundada com acesso a dados eletrônicos
A PF busca, através do acesso aos dados eletrônicos e ao celular do suspeito, obter mais informações sobre a rede de contatos e os planos do grupo no Brasil. A possibilidade de acessar históricos de conversas em aplicativos como o WhatsApp, mesmo que as mensagens tenham sido apagadas, é um recurso importante para a continuidade das investigações e para a prevenção de futuras ameaças à segurança pública.














