BR-101, Rodovia Mais Perigosa de SC, Fica Sem Obras Urgentes: Crise na Gestão e Impacto Bilionário na Economia Catarinense
A BR-101, conhecida como a rodovia mais perigosa de Santa Catarina, corre o risco de permanecer sem investimentos federais estruturais no curto prazo. O motivo é o fracasso nas negociações entre o Governo Federal e a concessionária Arteris para a repactuação do contrato de gestão da via.
A situação atual da BR-101 em termos de segurança é alarmante. Dados de 2025 revelam que a rodovia concentra mais da metade dos acidentes em rodovias federais catarinenses, com um total de 4.219 ocorrências. Além disso, a via registrou 147 mortes apenas no último ano, o que representa cerca de um terço de todos os óbitos em estradas federais do estado.
O impasse que trava os novos investimentos na BR-101 surgiu após a falta de consenso no Tribunal de Contas da União (TCU). O Ministério dos Transportes e a ANTT buscavam um acordo para estender o contrato da concessionária Arteris Litoral Sul em troca de obras imediatas. Contudo, como não houve acordo, o contrato atual segue válido até 2033, mas sem previsão de novas construções estruturais, limitando-se apenas à manutenção básica original.
Obras Essenciais Deixam de Ser Realizadas
Com o impasse, diversos projetos essenciais para a segurança e fluidez da BR-101 deixam de ter data para começar. Entre eles, destacam-se a construção de túneis na região do Morro dos Cavalos, em Palhoça, e a ampliação da capacidade da rodovia entre Biguaçu e Garuva. Melhorias em pontos críticos, identificados pela indústria como gargalos para o trânsito local e de longa distância, também estão suspensas.
Impacto Financeiro Bilionário na Economia de SC
A falta de infraestrutura adequada na BR-101 gera prejuízos financeiros pesados para a economia catarinense. A Fiesc estima que os atrasos e custos logísticos decorrentes da saturação da rodovia já custaram R$ 14,6 bilhões. O setor de transporte de cargas calcula uma perda anual de R$ 1,2 bilhão em produtividade e desperdício de combustível. Somando os custos de todos os acidentes desde 2011, o valor chega a quase R$ 18 bilhões.
Via Mar: Uma Alternativa em Debate
Diante do cenário de colapso na BR-101, o setor de transportes defende a construção da Via Mar, uma rodovia estadual planejada para correr paralela à BR-101. A proposta visa a redistribuição do fluxo de veículos e a redução da sobrecarga no litoral norte. No entanto, o projeto ainda é visto como uma solução de longo prazo para os problemas urgentes da rodovia mais perigosa de Santa Catarina.
O Risco da Continuidade da Periculosidade
A ausência de investimentos estruturais na BR-101, a rodovia mais perigosa de Santa Catarina, perpetua um ciclo de acidentes e mortes. A manutenção básica, embora importante, não resolve os gargalos e os pontos críticos que contribuem para a alta taxa de sinistralidade. A economia do estado e a segurança dos usuários da via continuam reféns de um impasse na gestão pública e privada.





















