Camilo Santana pode deixar Ministério da Educação para focar em eleição do Ceará em 2026
O ministro da Educação, Camilo Santana, está considerando uma manobra política significativa: deixar o cargo no MEC para se dedicar integralmente às eleições de 2026 no Ceará. A intenção, segundo informações divulgadas, é apresentar um balanço de sua gestão em 2025 e, em seguida, solicitar exoneração do ministério. A decisão final sobre essa movimentação deve ser tomada até março.
Em declarações recentes a jornalistas, Santana expressou o desejo de retornar ao cargo de senador para, a partir daí, impulsionar a reeleição de Elmano de Freitas (PT) como governador do estado. Ele ressaltou que a função de ministro exige uma atuação em todo o Brasil, o que o distancia de suas bases eleitorais no Ceará.
“Poderei voltar para me dedicar, porque vocês sabem que o papel de ministro é no Brasil inteiro, muitas vezes fica ausente no nosso estado e eu vou me dedicar muito para que não haja retrocesso no Brasil e no Ceará”, afirmou Camilo Santana, reforçando seu compromisso com o estado e com o projeto político local. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (19).
Camilo Santana reitera apoio a Elmano de Freitas, mas cenário político é incerto
Apesar de rumores sobre uma possível candidatura própria de Camilo Santana ao governo do Ceará, ele tem sido enfático em seu apoio a Elmano de Freitas. A disputa pelo Palácio da Abolição pode se tornar mais acirrada com a possível participação de Ciro Gomes (PSDB) no pleito, o que, segundo analistas, poderia influenciar as articulações políticas. No entanto, Camilo Santana tem mantido o foco em sua declaração de apoio.
“Quero dizer claramente aqui que o meu candidato, que eu vou trabalhar, é Elmano de Freitas ser reeleito no estado do Ceará e o presidente Lula ser reeleito presidente desse país”, declarou o ministro, evidenciando a dobradinha com o atual governador e com o presidente da República.
Polarização no Ceará e articulações partidárias
O cenário político cearense tem sido marcado por debates intensos, inclusive com repercussão nacional. Recentemente, o estado foi palco de uma divergência envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), que criticou articulações para uma aliança com Ciro Gomes. Após manifestações de desagrado por parte dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Michelle Bolsonaro chegou a se desculpar.
Enquanto isso, o ex-ministro do governo Lula (PT) tem mantido conversas com o deputado federal André Fernandes (PL-CE) para tentar costurar apoios importantes para as futuras disputas eleitorais no estado. Essas articulações demonstram a complexidade do xadrez político local.
Prazos eleitorais e futuras decisões ministeriais
A legislação eleitoral estabelece que ministros que pretendem concorrer a cargos públicos devem deixar a Esplanada dos Ministérios até o dia 4 de abril. Essa data limite impulsiona as decisões de nomes como Camilo Santana. Outros ministros, como Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência) e Fernando Haddad (Fazenda), já sinalizaram que não pretendem deixar seus cargos, optando por permanecer no governo Lula até o fim de seus mandatos.
A movimentação de Camilo Santana, caso confirmada, representará um movimento estratégico para fortalecer a base política do PT no Ceará, visando consolidar a reeleição de Elmano de Freitas e manter a influência do partido no estado.















