Santa Catarina: Novo Mapa Político Revela Alianças Surpresa e Reviravoltas para Eleições 2026
O cenário político de Santa Catarina passou por intensas transformações nos últimos dias, impulsionadas pelo fim da janela partidária e pelas renúncias de prefeitos que almejam disputar as eleições deste ano. Ao todo, oito prefeitos deixaram seus cargos e nove deputados trocaram de partido, configurando um novo mapa de poder no estado.
Uma das movimentações mais notáveis é a entrada do partido Novo no governo do atual governador Jorginho Mello (PL). O prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), aceitou o convite para ser pré-candidato a vice-governador, passando o comando da maior cidade catarinense para a vice-prefeita Rejane Gambim (Novo).
Essa articulação, conforme informações divulgadas, também fortalece o Novo no Executivo estadual com a nomeação de Arão Josino, ex-prefeito de Ascurra, para a Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan). Essa pasta é considerada estratégica por gerenciar o orçamento e os investimentos do estado. Outros nomes do partido também devem integrar o governo, sinalizando uma **ampliação da influência do Novo**.
Novo Ganha Espaço e MDB Rompe com Governo
A entrada do Novo no governo Jorginho Mello representou uma reviravolta, especialmente para o MDB, que esperava ocupar a vaga de vice após aproximação com o governador. Com o anúncio da parceria com o Novo, o diretório estadual do MDB decidiu, por unanimidade, romper com o governo e construir um projeto próprio, acelerando a formação de um bloco rival.
O Novo, segundo Arão Josino, traz uma visão de futuro focada em responsabilidade e eficiência. “Defende que o desenvolvimento econômico e a geração de oportunidades passam por uma boa gestão dos recursos públicos”, afirmou Josino, destacando o papel estratégico da Seplan em garantir que as ações do governo se transformem em resultados concretos para a população.
A decisão do MDB de romper com o governo impulsionou a formação de um bloco opositor liderado pelo PSD, com o ex-prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), como principal nome. As principais baixas no Executivo estadual foram as saídas de Carlos Chiodini (MDB), que deixou a Secretaria de Agricultura, e Jerry Comper (MDB), que abriu mão da Secretaria de Infraestrutura.
PSD Lidera Bloco Opositor e Lança Pré-Candidatura
João Rodrigues formalizou sua pré-candidatura ao governo, atraindo o apoio de partidos como a Federação União Progressista (União Brasil e Progressistas). Essa composição prevê um nome do MDB para vice-governador e a indicação do senador Esperidião Amin (PP) para o Senado.
A pesquisa divulgada pelo Instituto AtlasIntel em 1º de abril aponta Jorginho Mello com liderança nas intenções de voto, oscilando entre 49,4% e 49,9%. João Rodrigues aparece em segundo lugar, com 21,4% e 20,9% nos cenários testados. A pesquisa ouviu 1.280 pessoas entre 25 e 30 de março, com margem de erro de 3 pontos percentuais.
A **consolidação de Jorginho Mello com o partido Novo** pode servir como um modelo para outros estados, considerando que Santa Catarina é um estado conservador e termômetro da direita brasileira. A escolha de Adriano Silva para vice, no entanto, surpreendeu alguns políticos tradicionais.
PL Amplia Bancada e Disputa pelo Senado se Intensifica
O PL de Jorginho Mello também registrou um crescimento significativo na Assembleia Legislativa. Com a migração de quatro deputados estaduais, a bancada do partido saltou de 11 para 14 cadeiras, representando 35% do parlamento. Somando aliados, o governador conta com uma base de **mais de 40% do Legislativo**.
Na bancada federal, o PL catarinense agora conta com sete deputados, após Ismael dos Santos ingressar na sigla, deixando o PSD sem representação na Câmara. Geovânia de Sá também trocou o PSDB pelos Republicanos.
A disputa pelo Senado em 2026 é outro ponto de tensão. Esperidião Amin (PP) e Ivete Silveira (MDB) encerram mandatos. A pesquisa AtlasIntel indica Caroline de Toni (PL) e Amin como preferidos, com 30,7% e 20,1% das intenções, respectivamente. Carlos Bolsonaro (PL) aparece em terceiro, com 18,3%.
O senador Jorge Seif (PL), após ter seu mandato mantido pelo TSE, deve atuar na campanha de reeleição de Jorginho Mello, conferindo maior tranquilidade a um dos assentos no Senado.





















