Em um desfecho que marcou o fim de uma era para o streaming, a quinta e última temporada de Stranger Things chegou ao seu ápice com um episódio final exibido na véspera de Ano Novo de 2025, estendendo-se por mais de duas horas e até mesmo sendo projetado em cinemas nos Estados Unidos. Criada pelos irmãos Duffer e lançada pela Netflix em 2016, a série que misturava nostalgia dos anos 80, horror sobrenatural e laços de amizade se consolidou como um fenômeno cultural, acumulando bilhões de horas assistidas. No entanto, o encerramento dividiu opiniões, gerando um turbilhão de reações nas redes sociais, críticas especializadas e debates sobre o legado da produção – um caso clássico de “expectativa versus realidade” no mundo do entretenimento digital.

O Episódio Final: Um Sacrifício Épico e Ambíguo que Não Convenceu a Todos
O capítulo derradeiro, intitulado de forma épica, focou no confronto final contra o Mundo Invertido, culminando no sacrifício de Eleven (Millie Bobby Brown), que explode a si mesma junto ao local para salvar Hawkins e seus amigos. Essa escolha narrativa, embora emocional, foi criticada por muitos como “covarde” e “apressada”, revelando uma “armadura de trama” que protege personagens principais de mortes definitivas, um ponto recorrente em análises como a da revista VEJA, que destacou a divisão no público. Já o site Recreio trouxe insights da diretora Martina Radwan, que dirigiu o documentário “One Last Adventure: The Making of Stranger Things 5”, explicando que o final ambíguo foi intencional para gerar debate e reinterpretções ao longo do tempo.
Nas avaliações agregadas, o Volume 2 da temporada registrou a pior nota da série no Rotten Tomatoes, com 77% de aprovação do público e 84% da crítica, sinalizando uma recepção mais fria do que o habitual para uma produção que já alcançou picos de 91% em temporadas anteriores. No IMDb, o episódio final oscilou entre 7,8 e 8,0/10, considerado baixo para os padrões da série. Críticos como os do Omelete elogiaram o foco na amizade e no encerramento emocional, afirmando que o finale resgata a essência de 2016 sem esquecer os laços entre os personagens.
Reações nas Redes Sociais: Do Choro à Revolta
Nas plataformas digitais, a repercussão foi imediata e polarizada. No X (antigo Twitter), posts como o de @ZeM6108 criticaram Vecna como um vilão “fraco” e o episódio por não atingir a escala esperada, com o antagonista sendo derrotado “facilmente” na primeira hora. Usuários como @rkiveego lamentaram o desperdício de potencial no último ato, questionando a ausência de mortes impactantes além de uma figura secundária. Por outro lado, perfis como @shankanizer celebraram os momentos emocionais, destacando Dustin como o “GOAT” (greatest of all time) e o episódio como “incrível”, apesar de imperfeições.
Fãs no Instagram e Reddit apontaram furos de roteiro, como a reassunção de Hopper como chefe de polícia sendo “narrativamente absurda”, ou a falta de explicações para elementos como os Demogorgons ausentes na batalha final. Um documentário da Netflix revelou que o episódio foi gravado sem roteiro concluído, o que pode explicar algumas decisões questionáveis e o surgimento de teorias conspiratórias sobre “episódios secretos”. Os próprios criadores, como Matt Duffer, admitiram arrependimento por entrevistas sobre os furos, citando saúde debilitada durante as declarações.

Impacto no Mercado de Streaming e Legado Cultural
Do ponto de vista empresarial, o fim de Stranger Things reforça o modelo de negócios da Netflix, com recordes de audiência mesmo em meio a controvérsias – um “efeito dominó” entre obra e recepção, como descrito em posts no Instagram. Para investidores e executivos do setor de entretenimento, isso destaca a importância de gerenciar expectativas em franquias longevas, evitando o “síndrome de Game of Thrones”, onde um final divisivo impacta o valor residual da IP (propriedade intelectual). Ator Gaten Matarazzo, intérprete de Dustin, defendeu o desfecho em entrevista à Variety, chamando-o de “alívio” para os personagens e uma escolha “bonita” para Eleven.
Apesar das críticas, o legado permanece: a série impulsionou carreiras, revigorou a nostalgia pop e influenciou produções subsequentes. Como Radwan observou, o tempo pode suavizar as impressões iniciais, transformando o ambíguo em clássico.
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