A direita brasileira intensifica a busca por um nome forte para 2026, com Flávio Bolsonaro surpreendendo na liderança após endosso paterno, enquanto Tarcísio de Freitas perde fôlego e outros governadores tentam se firmar como alternativas.
A sucessão de Jair Bolsonaro na liderança da direita para as eleições de 2026 se transformou em uma verdadeira corrida de obstáculos. Com o ex-presidente impedido de concorrer devido a questões judiciais, o vácuo de poder tem impulsionado uma série de nomes, principalmente governadores de oposição ao atual governo federal.
A dinâmica da disputa tem sido marcada por reviravoltas e movimentações estratégicas, com alguns nomes ganhando destaque e outros perdendo força. A busca por uma unidade e por um candidato capaz de unificar a base e atrair eleitores tem sido o grande desafio.
O cenário atual aponta para Flávio Bolsonaro como um dos favoritos, impulsionado por uma carta de seu pai. No entanto, outros governadores, como Tarcísio de Freitas e Ronaldo Caiado, que já foram considerados fortes candidatos, viram suas posições abaladas por diversos fatores. Acompanhe os detalhes dessa corrida acirrada, conforme informações divulgadas pelo portal G1.
Flávio Bolsonaro assume a dianteira com aval do pai
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho de Jair Bolsonaro, emergiu como uma surpresa na liderança da corrida pela indicação da direita para 2026. Poucos imaginavam que ele estaria em primeiro plano, especialmente considerando outros nomes mais cotados inicialmente.
A virada de jogo ocorreu após uma carta publicada em dezembro de 2025, onde Jair Bolsonaro designou o filho para dar continuidade ao projeto político. Essa declaração, feita após uma visita do senador ao pai na carceragem da Polícia Federal, praticamente catapultou sua candidatura.
Esse movimento também impactou a posição de Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), governador de São Paulo e outrora considerado o favorito. Com o endosso a Flávio, Tarcísio parece ter ganhado espaço para focar em sua reeleição estadual, um desejo pessoal que vinha sendo articulado.
Tarcísio de Freitas: de favorito a carta fora do baralho presidencial
Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, iniciou 2025 como um dos nomes mais fortes da direita para enfrentar Lula em 2026. Sua alinhamento com Jair Bolsonaro e sua gestão no maior estado do país o posicionaram como um potencial sucessor.
Líderes políticos e setores do mercado financeiro chegaram a cogitar uma frente ampla em torno de seu nome. No entanto, a falta de uma declaração explícita sobre sua candidatura presidencial e o desejo de focar na reeleição em São Paulo, somados à ascensão de Flávio Bolsonaro, o fizeram perder força na disputa nacional.
Apesar de ter demonstrado em alguns momentos um aceno à disputa nacional, como na declaração “a gente precisa fazer quarenta anos em quatro”, em referência a Juscelino Kubitschek, Tarcísio parece ter sido preterido. A pressão para apoiar Flávio Bolsonaro publicamente também se intensificou.
Ronaldo Caiado e Ratinho Junior: apostas regionais com ambições nacionais
Ronaldo Caiado (União Brasil), governador de Goiás, foi um dos pioneiros na corrida pela direita, anunciando sua pré-candidatura em fevereiro de 2025. Ele buscou chamar atenção, cogitando Gusttavo Lima como vice, o que gerou burburinho, mas não se concretizou.
Já Ratinho Junior (PSD), governador do Paraná, ganhou relevância ao longo de 2025, impulsionado por Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD. Sua popularidade local e sua postura mais moderada o colocam como uma alternativa para quem busca fugir da polarização.
A entrada de Flávio Bolsonaro na disputa pode beneficiar Ratinho Junior, pois o posiciona como uma alternativa ao bolsonarismo mais radical, atraindo o interesse de setores do Centrão que buscam um nome de centro para compor com a direita.
Romeu Zema e Eduardo Leite: outros nomes em busca de espaço
Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais, também não pode mais ser reeleito em seu estado e se lançou como pré-candidato à Presidência. Sua campanha tem sido marcada por críticas ao governo Lula e um discurso liberal.
No entanto, Zema enfrentou dificuldades, incluindo uma operação da Polícia Federal que investiga um esquema de mineração ilegal em seu estado, o que o fez recuar momentaneamente. Apesar disso, ele reafirma sua pré-candidatura e descarta ser vice de Flávio Bolsonaro.
Eduardo Leite (PSD), governador do Rio Grande do Sul, teve suas pretensões presidenciais com pouco eco. Sua mudança para o PSD, após deixar o PSDB, o colocou como uma opção, mas Tarcísio de Freitas e Ratinho Junior, em determinado momento, o deixaram em uma posição secundária, um “plano C” que se tornou “plano B” com o recuo de Tarcísio.
Aldo Rebelo se junta à disputa com foco na união da direita
O ex-ministro Aldo Rebelo (DC) é o mais novo nome a entrar na corrida presidencial pela direita. Após deixar o MDB e romper com a esquerda, ele se filiou ao Democracia Cristã com o objetivo de unir as forças de direita contra o PT.
A expectativa é que sua pré-candidatura seja lançada oficialmente em breve. Rebelo busca um vice para compor chapa, com o ex-ministro de Bolsonaro, Fabio Wajngarten, sendo um dos nomes cogitados. A estratégia é clara: quanto mais candidatos de direita, melhor para derrotar a esquerda.















