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Aduana Argentina: Fila na Fronteira com Brasil se Agrava com Motos Furando Barreira e Guichês Exclusivos para Táxis
As imensas filas na aduana argentina, na fronteira mais movimentada com o Brasil, têm gerado frustração e impaciência em milhares de viajantes durante a alta temporada de verão. O fluxo intenso de turistas, tanto brasileiros rumo a Puerto Iguazú quanto argentinos em direção às praias brasileiras, sobrecarrega o sistema.
A situação é agravada pela burocracia e lentidão do processo aduaneiro argentino, que utiliza um sistema de informática desatualizado e conta com número insuficiente de servidores e guichês. As esperas podem chegar a quatro horas nos finais de semana e se estender por até quatro quilômetros.
Conforme informações divulgadas pela Aduana Argentina, o chefe Eduardo Nelli afirmou que a Alfândega sempre reforça os controles e aumenta o número de funcionários durante as férias, mas os atrasos atuais se devem ao grande fluxo no início da temporada de verão. No entanto, a realidade para os viajantes é de longas esperas, com temperaturas que podem atingir 40 graus.
Motos e Táxis Têm Vantagem na Travessia
Enquanto carros, ônibus e caminhões enfrentam longas filas, motocicletas têm conseguido furar a sequência de veículos, apresentando documentos de forma mais ágil. Táxis e vans devidamente cadastrados também se beneficiam de um tempo de espera reduzido, contando com guichês exclusivos e sem a necessidade de registro individual dos ocupantes. Para usufruir dessa facilidade, o motorista precisa apenas informar previamente os dados de todos os passageiros.
Caminhoneiros Sofrem com Falta de Estrutura e Segurança
A situação é ainda mais crítica para os motoristas de caminhão, que aguardam a liberação da carga em um espaço sem estrutura adequada e expostos a roubos. O serviço de desembaraço de cargas opera em tempo integral apenas de segunda a sexta-feira, com atendimento restrito aos sábados e domingos até o meio-dia. Rodrigo Andrade de Souza, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Foz do Iguaçu, denunciou as péssimas condições enfrentadas pelos motoristas e trabalhadores da aduana, que também sofrem com a insegurança local.
Comércio Local Pressiona Governo Argentino por Medidas
Empresários e políticos da região de Puerto Iguazú, afetados pela lentidão na fronteira, pressionam o governo de Javier Milei por medidas que facilitem o trânsito. A proposta é isentar de registro migratório pessoas que permaneçam por até 24 horas e circulem em um raio de 50 quilômetros da fronteira, visando impulsionar o comércio local, cuja principal fonte de renda é o turismo.
Dilema entre Economia e Segurança na Fronteira
Até o momento, o governo argentino não implementou nenhuma norma que flexibilize a fiscalização nas fronteiras. Essa rigidez é vista por muitos moradores das cidades fronteiriças como essencial para a manutenção da segurança e dos baixos índices de criminalidade. A região vive um dilema entre o interesse econômico e a necessidade de garantir a segurança, um equilíbrio difícil de alcançar.
Pontos principais
- As filas na Aduana Argentina aumentam durante o verão, causando frustração aos viajantes.
- A lentidão do processo aduaneiro e a falta de recursos agravam a situação, com esperas de até quatro horas.
- Motos e táxis conseguem furar filas, enquanto caminhoneiros enfrentam condições precárias e insegurança na fronteira.
- Empresários de Puerto Iguazú pedem medidas que agilizem o trânsito de pessoas para impulsionar o turismo.
- O governo argentino enfrenta o dilema entre segurança rígida e a necessidade de facilitar o comércio na fronteira.














