Expedição Transamazônica 2026 está (ou acabou de concluir) acontecendo no Brasil, e é exatamente como você descreveu: uma jornada para mostrar a realidade da região amazônica, com foco na precariedade da infraestrutura, no isolamento das comunidades e na vida real das pessoas que vivem ali — muito além de “árvores e animais”.
É um evento recente e de grande repercussão, iniciado em meados de fevereiro de 2026 e com chegada triunfal em Manaus no dia 22 de fevereiro de 2026. Vou te entregar uma pesquisa profunda, organizada, com fatos, contexto histórico, detalhes da expedição, o que foi revelado e o impacto atual.
1. O que é a Expedição Transamazônica 2026
Uma road trip off-road/adventure-documentário liderada por influenciadores de nichos diferentes (natureza, fitness, mecânica automotiva e off-road). O grupo percorreu cerca de 1.500 km em 7 dias pelos trechos mais desafiadores da BR-230 (Rodovia Transamazônica) e parte da BR-319, com transmissões ao vivo diárias no YouTube e Instagram.
Principais participantes:
- Richard Rasmussen (biólogo e youtuber @richardselvagem) — líder da parte de conscientização, viajou em um UTV Turbo (veículo off-road side-by-side).
- Renato Cariani (empresário fitness, canal de bodybuilding).
- Ricardinho ACF (Ricardo Freitas, preparador automotivo, canal ACF) — dirigiu uma Mitsubishi Triton Savana fornecida pela montadora.
- Julio Balestrin, Tonimek, Rato Borrachudo, Gordox e o time fixo do projeto “Inverno na Transamazônica” (Thiago e equipe, que já conhecem a região há anos e fazem resgates na época de chuvas).
Veículos: picapes 4×4 preparadas + 1 UTV. Tudo transmitido em lives longas (vários episódios já disponíveis no YouTube dos canais envolvidos).
Rota principal (trecho amazônico):
- Passou por pontos como Itaituba, Jacareacanga, Apuí, Humaitá → Manaus (AM).
- Incluiu trechos críticos da BR-230 e conexão com BR-319 (Manaus–Porto Velho).
Aqui está o mapa completo da BR-230 para você visualizar a extensão:


2. Objetivos declarados
- Aventura extrema: enfrentar lama, atoleiros, chuva constante e terrenos instáveis.
- Denúncia social: mostrar que a Amazônia tem pessoas que vivem isoladas, sem asfalto, com dificuldades para transporte de carga, acesso à saúde e escoamento de produção.
- Frase icônica de Richard Rasmussen:“A Amazônia não tem só animais e árvores. Ela é feita de pessoas também.”
- Discutir soluções de infraestrutura (pavimentação, manutenção).
Richard resumiu: “Uma das minhas missões com essa viagem é dar visibilidade para os problemas dessa estrada. É muito importante discutir as soluções pra isso.”
3. O que a expedição mostrou na prática
- Trechos sem asfalto viram rios de lama vermelha na época chuvosa (dezembro a maio).
- Caminhões, ônibus, carros comuns e motos circulam normalmente — a expedição usou 4×4 e UTV, mas o dia a dia local é bem mais sofrido.
- Atoleiros enormes, veículos atolados, poeira insana na seca.
- Comunidades que dependem dessa única via para tudo.


4. Contexto histórico da BR-230 (Transamazônica)
- Planejada na ditadura militar (governo Emílio Garrastazu Médici).
- Inaugurada em 27 de agosto de 1972 (ainda inacabada).
- Lema da época: “Terra sem homens para homens sem terras”.
- Projeto inicial ambicioso: ~8.000 km até Peru/Equador. Realizado: 4.260 km de Cabedelo (PB) até Lábrea (AM).
- Nordeste: maior parte asfaltada.
- Amazônia (Pará e Amazonas): solo instável, áreas de alagamento permanente → quase tudo de terra batida.
- Críticas históricas: facilitou desmatamento, garimpo ilegal e grilagem de terras. Muitas unidades de conservação foram criadas depois para tentar conter o impacto.
5. Situação atual da rodovia (2026)
- Ainda tem longos trechos sem asfalto no Pará e Amazonas.
- Ministério dos Transportes anunciou (janeiro 2026) início de pavimentação do último trecho crítico (Medicilândia–Rurópolis, PA) ainda este ano, para finalmente deixar a BR-230 100% pavimentada.
- Na época de chuvas, muitos trechos ficam quase intransitáveis.
- BR-319 (Manaus–Porto Velho) tem o mesmo problema (anúncios de asfalto desde 2020 não foram totalmente cumpridos).
6. Desfecho da expedição e polêmica final
- Chegada em Manaus no dia 22/02 com festa no porto da Ceasa.
- Richard Rasmussen teve o UTV apreendido pela PRF em Careiro da Várzea (AM) na BR-319: UTVs não são homologados para rodovias federais (sem placa, classificados como off-road).
- O episódio gerou debate: “por que fiscalizar UTV de influenciador e não caminhões de madeira ilegal ou veículos sem condições?”
Richard já avisou que pretende voltar em dois meses para nova expedição.
7. Impacto e onde acompanhar
- Viralizou: milhões de visualizações nas lives.
- Trouxe o tema da Transamazônica de volta ao debate nacional.
- Críticas pesadas ao “discurso verde” de décadas que, segundo o grupo, beneficiou ONGs estrangeiras enquanto deixava o amazonense isolado.
Para assistir (recomendado na ordem):
- Canal Richard Rasmussen → playlist “Expedição Transamazônica” (EP01 a EP08).
- Canal Renato Cariani (episódios com chegada em Manaus).
- Canal ACF (Ricardinho) — lives diárias.
- Instagram: @richardselvagem, @renato_cariani, @ricardinhoacf, @invernonatransamazonica.














