Líderes do PCC e CV: Os Architects do Crime que Ditão Ordens das Grades
Mesmo após décadas encarcerados, os principais líderes do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) seguem exercendo influência significativa, controlando o tráfico de drogas, armas e outras atividades criminosas de dentro dos presídios.
Uma complexa rede envolvendo advogados, familiares, outros detentos e até mesmo agentes públicos corrompidos é utilizada para manter essa comunicação e controle, provando que a prisão física nem sempre significa o fim do poder.
O papel dessas lideranças na manutenção da disciplina interna e na articulação de crimes nas ruas é inegável, demonstrando a resiliência e a capacidade de adaptação dessas organizações. Conheça os nomes que se destacam nesse cenário:
Comando Vermelho: Figuras Chave
No Comando Vermelho, nomes como Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, são sinônimos de poder. Beira-Mar construiu uma vasta rede de distribuição de drogas no Rio de Janeiro desde os anos 90 e, apesar de diversas condenações e fugas, sua influência perdura.
Marcos Vinicius Souza dos Santos, o Marcinho VP, foi condenado a 36 anos por homicídios e associação criminosa. Sua previsão de soltura é para outubro de 2026, mas novas acusações podem estender sua pena. Ele é pai do cantor Oruan, recentemente preso sob suspeita de envolvimento com o CV.
Arnaldo da Silva Dias, o Naldinho, integra o Conselho Permanente do CV e é considerado pela Polícia Federal como uma espécie de relações públicas da facção. Mensagens interceptadas revelam sua atuação em negociações de trégua, como durante o período da reunião do G20 no Rio.
Marco Antônia Pereira, o My Thor, preso desde 2000, controla o tráfico em favelas como Santo Amaro e Tavares Bastos. Conhecido como “bandido da machadinha” por decapitar vítimas, ele também é acusado de ordenar resgates de dentro da prisão.
Roberto de Souza Brito, o Irmão Metralha, é apontado como um dos “donos” do Complexo do Alemão, um dos maiores redutos do CV. Preso em 2012, ele é cadeirante desde 2000, após um confronto.
PCC: Os Pilares da Organização
No PCC, Marcos Willians Camacho, o Marcola, é o chefão máximo. Ele ascendeu ao poder nos anos 2000, aprimorou o tráfico internacional de drogas e estabeleceu códigos de conduta rígidos. Marcola foi condenado por diversos crimes, incluindo o assassinato de um juiz.
Cristiano Lopes, o Fuminho, começou como ladrão de banco e fortaleceu a presença do PCC na Baixada Santista. Morou por 10 anos na Bolívia para controlar a cadeia produtiva de drogas e armas, sendo preso em Moçambique em 2020 e extraditado para o Brasil.
Roberto Soriano, o Tiriça, era considerado o número 2 do PCC, abaixo de Marcola, até se rebelar em 2024 e ser expulso, sendo jurado de morte. Foi condenado por ser mandante do assassinato de uma psicóloga e de um agente penitenciário federal.
Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho, conhecido como o sequestrador do PCC e um dos principais financiadores de ações do grupo. Ele se aliou a Tiriça e Vida Loka contra Marcola, mas mesmo banido, detém grande influência.
Abel Pacheco de Andrade, o Vida Loka, condenado a mais de 70 anos, ascendeu no PCC sob a tutela de Marcola. Ele era responsável por repassar ordens da cúpula, formar a “Sintonia dos Gravatas” (advogados ligados à facção) e articular a coleta de endereços de autoridades para ataques.
Esses indivíduos, apesar de encarcerados, demonstram como o poder do crime organizado se mantém através de estruturas complexas e lideranças que operam mesmo à distância, conforme informações divulgadas por diversas fontes jornalísticas.















