Manifestações tomam ruas do Brasil em busca de justiça para o cão Orelha e cobram redução da maioridade penal
Um forte clamor por justiça e mudanças legislativas ecoou pelas ruas de diversas cidades brasileiras neste domingo (1º). Manifestantes reuniram-se para homenagear o cão comunitário Orelha, vítima de brutal agressão em Florianópolis, e aproveitaram a ocasião para intensificar o debate sobre a **redução da maioridade penal no Brasil**, atualmente fixada em 18 anos.
O caso de Orelha, que faleceu após ser submetido à eutanásia devido à gravidade dos ferimentos, desencadeou uma onda de indignação e reacendeu a discussão sobre a punição de crimes cometidos por adolescentes. Quatro jovens são investigados pelas agressões que levaram à morte do animal, um fato que expôs a fragilidade da legislação atual para lidar com atos de crueldade.
A mobilização, que começou em resposta à agressão ocorrida na Praia Brava, em Florianópolis, no início de janeiro, rapidamente ganhou força em outras metrópoles. A pauta, inicialmente focada na proteção animal, expandiu-se para abranger a necessidade de endurecimento das leis penais para menores de 18 anos que cometem crimes graves. Conforme informação divulgada em notícias sobre os protestos, a demanda por justiça para Orelha se entrelaçou com o anseio popular por maior responsabilização.
Avenida Paulista se torna palco de protestos pela redução da maioridade penal
Em São Paulo, a **Avenida Paulista** foi o epicentro de uma manifestação expressiva. Centenas de pessoas, muitas acompanhadas de seus próprios animais de estimação, empunharam faixas e cartazes com mensagens contundentes como “chega de impunidade”. O grito de guerra “Não são crianças, são assassinos” ressoou entre os presentes, evidenciando a conexão estabelecida entre o sofrimento de Orelha e a urgência em debater a **redução da maioridade penal**.
Os participantes exigiram alterações nas normas que regem a responsabilização penal de adolescentes, argumentando que a legislação vigente não oferece respostas adequadas para atos cruéis. A crença de que um aumento na responsabilização penal pode atuar como um fator dissuasório para futuros crimes foi um dos pontos centrais defendidos durante o ato.
Atos se espalham por capitais e incluem a pauta da maioridade penal
Além da capital paulista, protestos com pautas semelhantes ocorreram em outras importantes cidades brasileiras, como Rio de Janeiro, Florianópolis e Vitória. Nestes locais, a exigência por justiça para Orelha e a defesa da **redução da maioridade penal** para crimes graves, como maus-tratos a animais e homicídios, foram explicitamente incluídas nas reivindicações dos manifestantes.
A presença de parlamentares e ativistas renomados nos atos sublinhou a importância do movimento, demonstrando o alinhamento entre o clamor popular e as propostas legislativas que já tramitam no Congresso Nacional. Essa convergência fortalece a pressão por mudanças efetivas na legislação.
Debate sobre punição de menores ganha força com o caso de Orelha
Organizadores e participantes dos protestos compartilharam a visão de que a legislação atual falha em coibir atos de extrema crueldade cometidos por jovens acima de 16 anos. A discussão sobre a **redução da maioridade penal** foi vista como um meio de garantir maior responsabilização e, consequentemente, desencorajar comportamentos violentos. A morte de Orelha serviu como um catalisador para essa conversa nacional.
Mobilizações em menor escala, muitas organizadas por grupos de protetores de animais, também foram registradas em outras cidades, como Campinas, no interior de São Paulo. Esses atos, embora de menor porte, reforçaram a mensagem de que a sociedade brasileira está cada vez mais atenta e exigente quanto à proteção animal e à necessidade de aprimoramento das leis penais.















