Debates na TV estão ultrapassados, diz especialista; entenda as críticas ao formato e às redes sociais
O formato dos debates presidenciais na televisão tem sido alvo de críticas, com a advogada Fabiana Barroso classificando-o como um “modelo engessado”, desconectado da realidade atual.
Segundo Barroso, a dinâmica das discussões políticas migrou para as redes sociais, onde a informação circula de forma mais ágil e constante, deixando o debate televisivo para trás.
A declaração surge em meio a discussões sobre as consequências políticas do primeiro debate presidencial, que contou com a ausência de figuras importantes como o presidente Lula e outros pré-candidatos, conforme apurado pelo programa Última Análise.
Críticas ao formato e à participação
O debate presidencial transmitido pela TV Bandeirantes contou com a presença de Renan Santos, Augusto Kury e Ronaldo Caiado, com o presidente Lula realizando uma entrevista à parte. Essa situação foi contrastada com o ocorrido em 2022, quando o então presidente Jair Bolsonaro foi impedido de transmitir ao vivo de sua residência sob circunstâncias semelhantes.
Fabiana Barroso reforça que o debate televisivo “perdeu sua razão de ser hoje em dia”, pois “há um debate permanente nas redes sociais, por onde as pessoas buscam as informações”. Ela enfatiza que o formato na TV se tornou “engessado”.
O colunista Luís Ernesto Lacombe, por sua vez, levantou questionamentos sobre a edição da entrevista de Lula, indagando se as perguntas foram previamente combinadas e se foram realmente pertinentes e incômodas.
Moraes e a polêmica das “big techs”
Paralelamente, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, voltou a criticar o que considera a “instrumentalização das big techs”, acusando-as de promoverem “lavagem cerebral”.
Moraes defendeu a atuação das Cortes constitucionais como um “obstáculo” contra o extremismo, em um evento no Tribunal de Contas do Município de São Paulo (TCMSP).
Fabiana Barroso discorda veementemente das declarações de Moraes, afirmando que ele “não compreende o conceito de ‘lavagem cerebral'” e que suas falas soam como “teoria da conspiração”, ignorando a realidade.
O ministro argumentou que o Brasil, assim como outras nações, enfrentou ataques aos pilares da democracia: a imprensa livre, o voto e o Poder Judiciário. Ele comparou o tratamento dado pelas plataformas aos eleitores, como consumidores, e aos candidatos, como produtos.
Lacombe criticou a postura de Moraes, descrevendo-o como um “tirano completo”, que deseja ditar o que os brasileiros devem ler e que o STF seria o responsável por definir a verdade, o que ele considera inaceitável.
O programa Última Análise
O programa Última Análise, exibido de segunda a quinta-feira, das 19h às 20h30, no YouTube da Gazeta do Povo, busca discutir temas desafiadores para o país de forma racional e aprofundada.





















