Uma dividida no futebol, uma queda no esqui ou um movimento errado no beach tennis, e de repente aparece aquela dor na parte de dentro do joelho. Pode ser uma lesão do LCM, o ligamento colateral medial. E já adiantamos a boa notícia: na maioria dos casos, ela se resolve sem cirurgia. Quem explica é o Dr. Bruno Paschoa, ortopedista especialista em joelho em Florianópolis.
“O LCM é um dos principais estabilizadores da parte interna do joelho. Ele controla a abertura medial e ajuda na estabilidade rotacional”, explica.
Como a lesão acontece
“Geralmente é uma entorse em valgo, quando a perna recebe uma força para dentro”, descreve o médico. Futebol, esqui, lutas, beach tennis e esportes de contato estão entre os que mais causam esse tipo de lesão.
Os sintomas mais comuns são dor na parte interna, inchaço, dificuldade para caminhar e, nos casos mais graves, sensação de instabilidade. A lesão pode vir acompanhada de problemas no LCA, nos meniscos e na cartilagem, por isso a avaliação com exame clínico e ressonância magnética é importante.
Os três graus da lesão
- Grau I: apenas estiramento do ligamento, sem perda importante de estabilidade.
- Grau II: ruptura parcial das fibras, com mais dor e limitação.
- Grau III: ruptura completa, podendo gerar instabilidade significativa.

Um detalhe que o Dr. Bruno faz questão de reforçar: “O mais importante é o grau de estabilidade no exame físico. Nem sempre o que aparece na ressonância corresponde à gravidade funcional da lesão”. Ou seja, o exame feito pelo especialista continua sendo decisivo.
Tratamento: na maioria das vezes, sem cirurgia
“A maioria das lesões isoladas do LCM tem boa capacidade de cicatrização e responde bem ao tratamento conservador”, tranquiliza o ortopedista. Isso inclui fisioterapia, fortalecimento, controle da dor e, em alguns casos, uso temporário de órtese.
A cirurgia fica para lesões graves, instabilidades que persistem ou quando o LCA e outros ligamentos também foram atingidos.

E a volta ao esporte?
Depende da gravidade e de lesões associadas. Em lesões leves e moderadas, muitos pacientes voltam gradualmente ao esporte após uma boa reabilitação. Nos casos operados, o caminho passa por fisioterapia especializada, fortalecimento e recuperação do controle neuromuscular. “O objetivo é devolver estabilidade, proteger a articulação e permitir um retorno seguro”, resume o Dr. Bruno.
Perguntas rápidas
A lesão do LCM precisa de cirurgia? Na maioria das vezes, não.
A ressonância define a gravidade? Não sozinha. O exame físico da estabilidade é o mais importante.
Quer uma avaliação para o seu joelho?
O Dr. Bruno Paschoa (CRM/SC 26977, RQE 17048, TEOT 15382) é médico ortopedista e traumatologista em Florianópolis, especialista em cirurgia de joelho e artroscopia. Para conhecer em detalhes a lesão do LCM, acesse a página completa no site do Dr. Bruno Paschoa ou agende uma consulta pelo site oficial.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. Cada caso precisa de avaliação individualizada.
Por Leandro Xavier
CMO da Agência SSB, agência com 20 anos de experiência em marketing digital, e autor do Fórum Revista Brasil.
Conteúdo técnico: Dr. Bruno Paschoa
Médico ortopedista e traumatologista em Florianópolis, especialista em cirurgia de joelho e artroscopia. CRM/SC 26977 | RQE 17048 | TEOT 15382. brunopaschoa.com











