Porto de Imbituba registra forte alta de 12,7% em movimentação, superando estagnação nas exportações de Santa Catarina em 2026.
O porto de Imbituba, localizado no sul de Santa Catarina, apresentou um desempenho notável no primeiro quadrimestre de 2026, movimentando 2,65 milhões de toneladas. Este volume representa um crescimento expressivo de 12,7% em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados divulgados pelo governo estadual.
O mês de abril de 2026 se destacou, registrando 681 mil toneladas movimentadas, o melhor resultado mensal do ano. Esse número representa um aumento de 21,6% em relação a abril de 2025, evidenciando a força do terminal.
A maior parte do volume movimentado no porto de Imbituba está concentrada em granéis sólidos e outras cargas, consolidando o terminal como um dos principais do estado em termos de movimentação. As operações de comércio exterior realizadas pelo porto também foram significativas, ultrapassando a marca de US$ 648 milhões entre janeiro e abril de 2026, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Expansão e Competitividade do Porto de Imbituba
Ivan Amaral, secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias de Santa Catarina, destacou o momento de expansão e consolidação estratégica do porto. Ele ressaltou que o terminal está ampliando sua competitividade, atraindo novas oportunidades de negócios, rotas e investimentos que, por sua vez, impulsionam o desenvolvimento econômico de Santa Catarina.
Desempenho das Exportações Catarinenses em Contraste
Em contrapartida ao crescimento do porto de Imbituba, as exportações totais de Santa Catarina registraram um leve recuo de 0,2% no acumulado de janeiro a abril de 2026, comparado ao mesmo período do ano anterior. O valor total das exportações catarinenses atingiu US$ 3,86 bilhões, de acordo com levantamento da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc).
A Fiesc aponta que a performance externa do estado tem sido influenciada por fatores como a queda nos preços internacionais de algumas commodities e a desaceleração de mercados compradores. Essa conjuntura reforça a importância de ganhos em eficiência logística para manter a competitividade dos produtos catarinenses no mercado global.
Fatores que Pressionam as Exportações
Gilberto Seleme, presidente da Fiesc, explicou que o desempenho praticamente estável das vendas externas catarinenses entre janeiro e abril ainda reflete tarifas norte-americanas em vigor para diversos produtos do estado. Esses produtos são afetados não apenas pela taxação global, mas também por outros mecanismos legais, como a Seção 232.
Principais Destinos e Quedas nas Exportações
A China manteve-se como o principal destino das exportações catarinenses no período, com um volume de US$ 406,7 milhões, apresentando um crescimento de 7,2% em relação ao ano anterior. As vendas para o Japão tiveram um avanço expressivo de 42,2%, totalizando US$ 309,6 milhões, impulsionadas principalmente pela exportação de carne suína. O México também aumentou suas compras em 11,6%, somando US$ 209,6 milhões.
Por outro lado, os Estados Unidos reduziram suas compras de produtos catarinenses em 39% no acumulado do ano. As exportações para a Argentina também sofreram um recuo de 12%, atingindo US$ 259,4 milhões.





















