Adriano Silva, prefeito de Joinville, renuncia para ser vice de Jorginho Mello em Santa Catarina
Adriano Silva, o primeiro prefeito eleito pelo partido Novo no Brasil, tomou uma decisão estratégica que pode redesenhar o cenário político de Santa Catarina. Após um mandato de destaque em Joinville, a maior cidade do estado, Silva renunciou ao cargo para se candidatar a vice-governador na chapa de Jorginho Mello (PL), que busca a reeleição em 2026.
A renúncia cumpre o prazo de desincompatibilização exigido pela Justiça Eleitoral e deixa a vice-prefeita Rejane Garbin (Novo-SC) no comando da prefeitura de Joinville até 2028. Essa movimentação sinaliza uma forte aliança entre o Novo e o PL, com o objetivo claro de fortalecer a candidatura de Mello e, possivelmente, pavimentar o caminho para futuras ambições políticas de Silva.
A decisão de Adriano Silva de entrar na política, inicialmente hesitante, foi motivada por um incentivo familiar. Conforme relatou em entrevista, sua esposa Bianca o encorajou a assumir um papel de protagonismo. Essa jornada o levou de empresário a prefeito eleito em 2020 com expressiva votação, e reeleito em 2024 com um percentual ainda maior, demonstrando forte aprovação popular.
A ascensão de Adriano Silva em Joinville
A trajetória de Adriano Silva no cenário político catarinense é marcada por vitórias significativas. Em 2020, ele se tornou o primeiro prefeito eleito pelo partido Novo no Brasil, conquistando 145.269 votos válidos (55,43% do total). Sua gestão em Joinville obteve alta aprovação, consolidada em 2024, quando foi reeleito com impressionantes 244.321 votos (78,69%), superando o candidato do PL, Sargento Lima. Dados do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) confirmam essa expressiva votação.
Uma pesquisa realizada pela Neokemp Pesquisas, encomendada pelo Grupo ND, aponta que a gestão municipal de Joinville tem aprovação de 67,3% dos eleitores. Desses, 58,2% classificam o desempenho de Adriano Silva como “ótimo ou bom”. Áreas como limpeza urbana e coleta de lixo (69,9% de aprovação) e educação (65,9% de avaliações positivas) se destacaram favoravelmente na avaliação popular.
Aliança estratégica para 2026
A união entre PL e Novo em Santa Catarina é inédita e vista por Silva como crucial. Ele expressou que 2026 é um ano importante para “tirar a esquerda do poder no Brasil” e que a “união da direita” é música para seus ouvidos. A candidatura a vice-governador é vista por ele como um passo natural em sua carreira, uma “janela vislumbrada” para iniciar a articulação para uma futura candidatura própria ao governo em 2030.
Apesar de o partido Novo desejar sua candidatura a governador em 2026, Adriano Silva avalia a posição de vice como um “caminho natural de crescimento e aprendizagem”, preparando-o para desafios maiores no futuro. Essa estratégia visa fortalecer a base aliada e consolidar a força política do grupo.
Jorginho Mello busca reeleição com apoio de aliados
Jorginho Mello, atual governador de Santa Catarina, busca a reeleição em 2026. Uma pesquisa AtlasIntel divulgada em 1º de abril indica que ele possui entre 49,4% e 49,9% das intenções de voto. O prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), aparece em segundo lugar nas pesquisas, com cerca de 21% das intenções. Os dados da pesquisa AtlasIntel, que entrevistou 1.280 pessoas entre 25 e 30 de março, com margem de erro de 3 pontos percentuais, mostram Mello com 53,8% de aprovação para ser reeleito.
A aprovação do governo Jorginho Mello é de 59%, com 51% dos entrevistados avaliando seu desempenho como “bom ou ótimo”. A força do governador também se reflete na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), onde o PL aumentou sua bancada para 14 cadeiras após a migração de deputados. Somados aos aliados Republicanos e Novo, Mello conta com o apoio de pelo menos 17 deputados estaduais, mais de 40% do parlamento.
A entrada de Adriano Silva como vice na chapa de Jorginho Mello representa um reforço significativo para a campanha de reeleição, unindo duas forças políticas importantes em Santa Catarina com o objetivo comum de manter o governo estadual sob o controle da direita.





















